O terceiro vice-presidente do Governo espanhol, Manuel Chaves, ressaltou hoje a necessidade da Venezuela atuar por um “caminho de maior contundência” para eliminar as dúvidas sobre o suposto treinamento recebido por membros da ETA neste país.
Em declarações à cadeia privada de televisão “Telecinco”, Chaves referiu-se ao adestramento que dois supostos membros da ETA receberam na Venezuela a cargo do “etarra” deportado Arturo Cubillas, em julho e agosto de 2008.
Segundo o vice-presidente do Executivo espanhol, “seria importante que a Venezuela fizesse um esforço para eliminar as dúvidas sobre este tema”.
Ele destacou que Chávez se pronunciou “em um sentido muito claro” ao afirmar que “não há colaboração com os terroristas”.
Segundo o auto judicial, o “etarra” deportado à Venezuela Arturo Cubillas ministrou cursos de formação em julho e agosto de 2008 a Javier Atristain Gorosabel e Juan Carlos Besance Zugasti, detidos na quarta-feira na província basca de Guipúzcoa, no norte da Espanha.
Cubillas, deportado à Venezuela em 1989, ocupa há cinco anos o cargo de chefe de Segurança do Instituto Nacional de Terras deste país.