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França retira todos os seus diplomatas de Burkina Faso

Decisão ocorre depois que a junta militar burquinense encerrou os laços diplomáticos com Paris, em meio ao agravamento das tensões entre os dois países e ao avanço da influência de outras potências na África

Redação Jornal de Brasília

06/07/2026 13h05

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Foto: AFP

O Ministério das Relações Exteriores da França anunciou, nesta segunda-feira (6), à AFP a retirada de todos os seus diplomatas da Burkina Faso, depois que as autoridades burquinenses romperam, no final de junho, suas relações com sua antiga potência colonial.

A junta militar liderada pelo capitão Ibrahim Traoré, no poder desde um golpe de Estado em setembro de 2022, mantém uma política repressiva em relação às vozes críticas e uma postura hostil em relação aos países ocidentais, em particular à França.

Os diplomatas franceses neste país da África Ocidental retornaram à França “no final da semana passada”, indicou o ministério, que fixou o prazo até esta segunda-feira à noite para a partida de seus homólogos burquinenses de Paris.

“Lamentamos esta decisão hostil e sem fundamento, que ilustra a preocupante deriva das autoridades burquinenses”, lamentou o ministério, que desmentiu as acusações de que Paris apoia grupos “terroristas” na região.

Burkina Faso, assim como vários de seus vizinhos, é atingido há uma década pela violência de jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico.

A França, com presença histórica no norte, centro e oeste da África, desempenhou um papel relevante na etapa pós-colonial, com intervenções militares desde o início da década de 1960.

Embora tenha prometido abandonar a estratégia conhecida como “Françafrique”, destinada a manter sua influência, o sentimento antifrancês é forte em algumas de suas antigas colônias, em um momento em que cresce a influência da Rússia, da China e de outros atores no continente.

AFP

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