A França considerou nesta quinta-feira que a renúncia de Kofi Annan como enviado especial da ONU na Síria ilustra o “dramático beco sem saída” no qual se encontra a Síria. Em um breve comunicado, o chanceler francês, Laurent Fabius, acrescentou que com a retirada de Annan, um “cessar-fogo urgente, a saída de Baschar Al Assad do poder e uma transição política que respeite todas as comunidades sírias são mais necessários do que nunca”.
Annan justificou sua decisão pela impossibilidade de dar os passos necessários para conduzir a um acordo político que ponha fim à crise no país árabe. Em entrevista coletiva realizada em Genebra, Annan criticou, além disso, a divisão da comunidade internacional no momento de buscar uma solução para 17 meses de um conflito armado que tirou a vida de mais de 12 mil pessoas.
“É impossível para mim ou para qualquer outra pessoa convencer o governo e a oposição a dar os passos necessários para abrir um processo político. Por esta razão, informei ao secretário-geral da ONU (Ban Ki-moon) que não tenho intenção de manter minha missão, que expira no final do mês de agosto”, explicou.