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França registrou ao menos 300 mortes adicionais durante onda de calor de maio

Autoridades de saúde apontam aumento da mortalidade durante episódio de calor extremo, enquanto governo enfrenta críticas por sua resposta e debate sobre adaptação às mudanças climáticas

Redação Jornal de Brasília

30/06/2026 13h06

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Foto: Arnaud Finistre/AFP

A França registrou ao menos 300 mortes adicionais durante a primeira onda de calor de 2026, no fim de maio, informaram nesta terça-feira (30) as autoridades de saúde, enquanto aumenta a pressão sobre o governo pela gestão desses episódios de calor extremo.

A deputada ecologista Cyrielle Chatelain anunciou a apresentação de uma moção de censura após um debate tenso no Parlamento com o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, a quem acusou de “ter mortes na consciência”.

“A situação que vemos hoje em nossas escolas e hospitais mostra que temos um governo incapaz de gerir a situação, que não antecipou nada”, declarou Chatelain à imprensa.

Lecornu afirmou ser favorável à criação de uma comissão de investigação sobre a adaptação às mudanças climáticas, também defendida pelos ecologistas.

A França já enfrentou em 2026 duas ondas de calor de intensidade e precocidade inéditas. Segundo o serviço meteorológico Météo-France, um novo episódio pode ocorrer a partir do próximo fim de semana, com temperaturas acima de 35°C.

Durante a primeira onda, entre 24 e 28 de maio, “foram registradas 300 mortes adicionais” em comparação com uma situação normal, cerca de 14% a mais, afirmou Caroline Semaille, diretora da agência de saúde pública.

O número inclui mortes por todas as causas e, portanto, “não está necessariamente relacionado à onda de calor ou às altas temperaturas”, ressaltou.

A agência nacional de saúde pública informou no domingo que, desde a quarta-feira (25), foram registradas cerca de 1.000 mortes adicionais em relação aos meses anteriores, embora o balanço final ainda possa aumentar.

Segundo as autoridades, 85% dos mortos tinham 65 anos ou mais.

AFP

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