Fidel esnoba OEA e qualifica organização de “lixo”
“Insulza afirma que, para entrar na OEA, Cuba tem primeiro que ser aceita pela instituição. Ele sabe que nós não queremos sequer escutar o infame nome”, diz o ex-presidente no artigo, divulgado pela imprensa oficial.
A OEA “não prestou um só serviço a nossos povos; é a encarnação da traição. Se forem somadas todas as ações agressivas das quais foi cúmplice, estas alcançam centenas de milhares de vidas e acumulam dezenas de anos violentos”, acrescenta Fidel.
Para o líder cubano, “a OEA tem uma história que recolhe todo o lixo de 60 anos de traição aos povos da América Latina”.
Fidel respondeu a declarações nas quais Insulza afirma que “Cuba deve expressar claramente o compromisso com a democracia se quer voltar à OEA, como exige um crescente grupo de Governos latino-americanos”.
Cuba foi excluída da OEA em 1962, dias antes de o então presidente americano, John F. Kennedy, ordenar o embargo comercial contra o país.
O ex-presidente cubano afirma que Insulza “inclusive ofende” ao acreditar que Cuba deseja “ingressar na OEA”.
“O bonde já passou há muito tempo, e Insulza não percebeu ainda. Algum dia, muitos países pedirão perdão por ter pertencido a ele”, acrescenta o artigo.
O líder cubano dedica também algumas palavras à greve de fome do presidente da Bolívia, Evo Morales. Segundo Fidel, o boliviano “obteve uma clara e contundente vitória” sobre a oposição com o ato, com o qual pretendia realizar novas eleições nas quais espera ser reeleito. EFE