A febre do Nilo Ocidental continua afetando a população dos Estados Unidos, que já registrou 41 vítimas mortais e 1.118 infectados pela doença, chegando a um nível recorde no país segundo os Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). “O número de afetados pelo vírus do Nilo Ocidental aumentou consideravelmente nas últimas semanas e indica que estamos vivendo um dos maiores surtos do vírus neste país”, disse o diretor de infecções do CDC, Lyle Petersen.
Em apenas uma semana, o número de casos detectados cresceu de 693 para 1.118, que é o maior registro desde que o vírus foi descoberto, em 1999. O número de vítimas fatais também aumentou de 26 para 41. Durante o ano de 2012, 47 dos 50 estados do país registraram infecções causadas pelo vírus em pessoas, pássaros e mosquitos, embora a maior incidência seja no sul dos Estados Unidos.
Três de cada quatro casos registrados na última semana se concentram em cinco estados do Sul: Mississipi, Louisiana, Dakota do Sul, Oklahoma e especialmente Texas, o mais afetado de todos. Até terça-feira, tinham sido registradas 21 mortes e 586 contaminações no Texas, segundo autoridades locais, e na semana passada, Mike Rawlings, prefeito de Dallas, a nona maior cidade dos EUA, fez declarações sobre a situação de emergência no local devido à propagação do vírus.
Dos 1.118 casos da última semana, 56% sofrem sintomas classificados como inflamação no cérebro ou em tecidos circundantes, que normalmente se manifestam como encefalite ou meningite. As autoridades lembraram que uma em cada 150 pessoas infectadas pelo vírus contrai a doença de forma grave. Os sintomas da doença são febre, dor de cabeça, dores no corpo, dores nas articulações, vômitos, diarreias e erupções cutâneas.
As pessoas mais suscetíveis a contrair a doença são aquelas com mais de 50 anos e que tenham sofrido doenças como câncer, diabetes ou doenças renais, assim como aqueles que tenham passado por transplantes de órgãos. Apesar disso, a maioria das pessoas que contraiu o vírus através de uma picada de mosquito não sabe que está infectada com o vírus, já que em 80% dos casos a doença não apresenta sintomas. As fontes de contágio básicas do vírus, que chegou aos EUA proveniente da África em 1999, são as picada de mosquitos infectados e, em casos excepcionais, através de transfusões de sangue e transplantes de órgão. A doença não é contagiosa.