Os problemas de falta de combustíveis se agravaram hoje na França, onde mais de 30% dos postos de gasolina estão sem vender por falta de abastecimento.
A União dos Importadores Independentes de Petróleo (UIP), que reúne os postos de gasolina independentes, reconheceu hoje que a situação piorou em relação a ontem, quando o Governo admitiu problemas com 25% dos postos de gasolina.
A UIP, como a União Francesa de Indústrias Petrolíferas (UFIP) – que agrupa os grandes grupos do setor -, insistiu que a situação irá melhorar a partir da tarde de hoje, com a volta ao trabalho de milhares de caminhões-pipa.
A falta de combustível não é igual em todo o país, já que enquanto nas regiões de fronteiras muitos motoristas encheram os tanques nos países vozinhos, de onde chegaram também importações em massa, no oeste há departamentos em que metade dos postos de gasolina foram obrigados a fechar.
Os protestos contra o projeto de lei de reforma do sistema de previdência, que deve finalizar sua tramitação parlamentar na próxima quarta-feira, mantêm sem atividade as 12 refinarias do país.
Seguindo as palavras do Governo, as forças de ordem continuam desbloqueando depósitos de combustíveis onde manifestantes impediam o acesso dos caminhões de abastecimento.
Também desalojaram centenas de grevistas do porto de Marselha, que nesta madrugada, fecharam os acessos aos depósitos petroleiros do terminal de Fos-sur-Mer, o maior do sudeste da França.
O projeto de lei, que atrasa em dois anos a idade de aposentadoria, deu hoje um novo passo em sua tramitação ao ser adotado na comissão mista paritária de deputados e senadores.
O texto da comissão paritária será submetido a votação amanhã no Senado e, na quarta-feira, na Assembleia Nacional. Depois é aberto um período no qual a oposição pode apresentar um recurso perante o Conselho Constitucional.
Neste caso, e se o Governo impuser ao Conselho Constitucional o procedimento de urgência, haveria um prazo de oito dias para a emissão da sentença, o que poderia acontecer em meados de novembro.