O chefe do Hamas, Ismail Hainyeh, qualificou de “ilusão”, nesta quarta-feira (13), qualquer solução política na Faixa de Gaza após a guerra com Israel que não envolva os “movimentos de resistência” palestinos.
“Qualquer acordo em Gaza sobre a causa palestina sem o Hamas ou os movimentos de resistência é uma ilusão”, declarou Haniyeh, que está radicado no Catar, em um discurso televisionado.
Haniyeh fez estas declarações um dia depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmar que não permitirá “a entrada em Gaza de quem […] apoia o terrorismo e financia o terrorismo”.
No entanto, o líder do movimento islamista disse que estava aberto a dialogar para pôr fim aos ataques israelenses na Faixa de Gaza e “pôr a casa palestina em ordem, tanto na Cisjordânia quanto na Faixa de Gaza”.
Assim, disse que o Hamas está disposto a participar de negociações que levem a uma “via política que garanta o direito do povo palestino ao seu Estado independente, tendo Jerusalém como capital”.
A guerra entre Israel e o Hamas foi desencadeada pelo ataque de milicianos em território israelense em 7 de outubro, que deixou 1.200 mortos, civis em sua maioria, segundo as autoridades israelenses.
Israel prometeu “aniquilar” o Hamas em retaliação e lançou uma campanha aérea e terrestre no território palestino que matou mais de 18.600 pessoas, segundo o movimento islamista, que governa Gaza desde 2007.
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