Ao menos nove pessoas ficaram feridas e dezenas de prédios foram danificados hoje pela forte explosão de um carro-bomba perto do complexo onde estão localizadas a “Caracol Radio” e a “Agência Efe” em Bogotá, capital da Colômbia.
A explosão ocorreu por volta das 5h30 no horário local (10h30 de Brasília) e quebrou vidros de vários prédios, deixando um buraco em uma das principais artérias de Bogotá, segundo constatou à Agência Efe.
Fontes policiais informaram que os terroristas usaram para cometer o atentado um automóvel Chevrolet Swift 1994 de cor cinza, carregado com 50 quilos de explosivo anfo (produzido pela mistura de combustíveis líquidos), que, aparentemente, teria sido ativado por meio de um celular.
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, acudiu à região afetada, que permanece isolada, para inteirar-se das investigações, que não descarta nenhuma hipótese sobre o atentado.
Diante dos jornalistas, o governante prometeu não “baixar a guarda” na luta contra o terrorismo.
“Como todo ato terrorista, o que querem é perturbar, despertar medo na população. Não vão conseguir, bem pelo contrário. Isso nos faz lembrar que não podemos baixar a guarda, o país deve estar absolutamente tranquilo”, disse Santos.
Santos confirmou que “felizmente” não há vítimas fatais e detalhou que os prédios afetados sofreram danos materiais, mas “não estruturais”.
Também estiveram no local o ministro do Interior e Justiça, Germán Vargas Lleras; o prefeito de Bogotá, Samuel Moreno; e o comandante das Forças Armadas, o almirante Edgar Cely, entre outras altas autoridades.
Pela imprensa local, Moreno confirmou que vai nomear um conselho extraordinário de segurança.
Nove pessoas receberam atendimento por causa de ferimentos pelos serviços médicos após a explosão, segundo o secretário de saúde de Bogotá, Héctor Zambrano, quem acrescentou que três delas tiveram que ser transferidas ao hospital com ferimentos de consideração.
A mais grave é uma mulher de 31 anos que sofreu lesões no rosto por estilhaços da bomba e está internada.
Nos dois escritórios da Agência Efe em Bogotá trabalham mais de 40 pessoas, a maioria jornalistas.
A partir de Bogotá são editadas informações para América que são produzidas nos escritórios do continente, em texto, imagens e vídeos. No piso superior funciona fica a equipe que produz conteúdo sobre a Colômbia.
No momento da explosão, não havia funcionários nos escritórios da Efe, assim como na maior parte dos escritórios que ficam nos prédios afetados. O complexo recebe o nome de Caracol e fica na Sétima Avenida, uma das principais artérias de Bogotá, no centro financeiro da cidade.
Quem estava no prédio principal era o jornalista Darío Arizmendi e sua equipe que fazia o programa matutino da “Caracol Radio”.
Olhando de fora do prédio é possível ver que todas as janelas do prédio e partes do revestimento sofreram avarias.