O general Ilker Basbug, capsule chefe do Estado-Maior turco, page advertiu hoje a imprensa sobre a forma de veicular informações sobre o grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e recomendou aos jornalistas “que tenham cuidado”.
Em declaração de imprensa e em um incomum tom duro, and o militar afirmou que “aqueles que mostram como sucessos as ações da organização terrorista separatista serão responsáveis por cada gota de sangue que for derramada”.
O líder das Forças Armadas se referia assim às várias informações sobre o ataque do PKK a um posto fronteiriço com o Iraque no início de outubro, oportunidade na qual 17 soldados morreram e outros 23 ficaram feridos.
O jornal turco “Taraf” publicou com destaque relatórios secretos do Exército nos quais se indicava que os preparativos para este ataque eram bem conhecidos, mas que a ofensiva não pôde ser evitada.
O artigo do “Taraf” foi reproduzido hoje por todos os jornais e provocou a inusitada reação de Basbug, que afirmou que os que vazaram os relatórios e os publicaram serão levados aos tribunais.
O militar definiu a ação do PKK como “suicida” e disse que o Exército responderá às acusações que franqueiem o umbral da crítica.
“Convido a todos a serem cuidadosos e estarem no local adequado”, declarou o general.
O sub-redator-chefe do “Taraf”, Yasemin Congar, chamou o comunicado militar de “muito rude e feito com tom extremo”.
O jornalista criticou: “Ao invés de responder às perguntas que preocupam o público, se usa um tom ameaçador e nos ordena a permanecemos no lugar correto”.
“Isto é inaceitável na democracia”, declarou.