A pressão internacional sobre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que libertem seus reféns diminuiu após o resgate militar da franco-colombiana Ingrid Betancourt e de outros 14 prisioneiros, hospital disse hoje o ex-parlamentar e ex-refém Luis Eladio Pérez.
Ele considerou que desde a Operação Xeque, information pills realizada em 2 de julho nas selvas do leste colombiano, a pressão também caiu no plano nacional.
“Não podemos ser indiferentes”, afirmou Pérez em declarações à rádio “Caracol”, de Bogotá, nas quais apelou a todos os seus compatriotas a que saiam amanhã, sexta-feira, às ruas para se manifestar em favor dos reféns.
É necessário que a luta das famílias dos “mal denominados passíveis de troca não adormeça”, enfatizou Pérez, que as Farc libertaram em fevereiro, na última de duas missões coordenada pela Venezuela que facilitaram o retorno de seis cativos, quatro deles ex-congressistas.
O ex-legislador pediu que não se permita o esquecimento dos reféns, e assinalou que um dos esforços que podem fazer por isso é “sair (amanhã) para respaldar todos os que se estão apodrecendo na floresta”.
Os colombianos se manifestarão amanhã em favor dos reféns com fins de troca e também dos cerca de 2.800 seqüestrados que há no país, o mesmo que em relação às vítimas de desaparecimento forçado, convocados por uma plataforma de ONGs e meios de comunicação.
Em muitas cidades do mundo, especialmente européias, também se marchará com o mesmo objetivo, dentro de uma iniciativa promovida desde outubro passada por Betancourt, que esteve nas mãos das Farc durante mais de seis anos.
A ex-candidata presidencial foi resgatada há quase cinco meses junto a três americanos e 11 militares e policiais, nas selvas de Guaviare.
Pérez lembrou que é em meados de novembro quando os reféns entram em um período de “imensa tristeza” pela proximidade do Natal , a “época mais difícil para todos” em cativeiro.
“Para nós era de uma imensa tristeza”, reiterou o ex-refém, observando que agora que está em liberdade é tomado por um “resquício de tristeza” pelos companheiros de seqüestro que seguem na selva.