O presidente da Bolívia, Evo Morales, chegou hoje a Copiapó, no norte do Chile, para visitar o minerador boliviano Carlos Mamani, resgatado hoje após permanecer 70 dias preso junto com outros 32 operários.
O líder boliviano foi recebido pelo chanceler chileno, Alfredo Moreno, que destacou que a visita “é um símbolo da irmandade” que devem “ter os dois países”.
“Estou surpreso e impressionado pelo trabalho do presidente do Chile (Sebastián Piñera). Esta é uma grande ação humanitária, especialmente pelo nosso irmão Carlos Mamani”, declarou Morales a jornalistas.
Assim que chegou ao Chile, Morales se dirigiu ao “acampamento Esperanza”, na jazida San José, em cujo hospital de campanha se encontra Carlos Mamani.
O cônsul da Bolívia no Chile, Wálker San Miguel, destacou a união entre os países neste momento difícil.
“Os povos, os cidadãos e os presidentes se reúnem em momentos especiais para nossa história”, destacou o cônsul da Bolívia, país que, apesar de não manter relações diplomáticas com o Chile, desenvolveu nos últimos anos fortes vínculos institucionais.
Evo Morales recebeu há algumas semanas em La Paz a esposa de Mamani e seu sogro, Johnny Quispe, que também trabalhava na mina San José e que por dois minutos acabou se salvando do deslizamento de terra de 5 de agosto.
Morales ofereceu ao minerador um emprego em seu país de origem no caso de Mamani decidir voltar para a Bolívia.