A Europol anunciou, nesta segunda-feira (6), a detenção de mais de mil pessoas em uma operação mundial contra o tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, assim como de atividades criminosas e mendicância forçada.
A América Latina está entre as principais regiões de origem das possíveis vítimas identificadas durante a operação, detalhou a agência policial europeia em um comunicado.
Segundo o organismo, a maioria vinha de Colômbia, Argentina e Venezuela, além de Nepal e Moldávia.
Muitas das vítimas tinham sido transferidas de um país para outro e inclusive entre continentes, o que, segundo a agência, “evidencia a dimensão mundial das redes de tráfico de seres humanos”.
“A Europol apoiou uma operação mundial contra o tráfico de seres humanos, realizada por 59 países, que permitiu identificar 2.070 possíveis vítimas e deter 1.024 suspeitos, dos quais 334 são suspeitos de tráfico de seres humanos”, detalhou a Europol.
A operação ocorreu em junho e mobilizou mais de 40.000 agentes.
A grande maioria das vítimas é de mulheres adultas, das quais 64,2% foram vítimas de tráfico com fins de exploração sexual, destacou a Europol, que participou da operação juntamente com a Frontex e a Interpol.
Entre as vítimas menores de idade, a exploração sexual foi a principal finalidade do tráfico, ao afetar 86,4% dos casos identificados.
“A proteção das vítimas pode ser especialmente complexa em muitos destes casos, pois frequentemente os responsáveis pela exploração são membros de sua própria família”, destacou a Europol.
AFP