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EUA quer que força internacional no Haiti se transforme em missão de paz da ONU

Em outubro de 2023, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio da chamada Missão Multinacional de Apoio à Segurança (MMAS), liderada por policiais do Quênia

Redação Jornal de Brasília

06/09/2024 18h04

Paramédicos carregam o corpo de uma pessoa que estava entre uma dúzia de mortos nas ruas por membros de gangues, em Pétionville, Porto Príncipe, Haiti, 18 de março de 2024. – O chefe da agência infantil da ONU ofereceu um avaliação terrível em 17 de março de 2024 da situação caótica no Haiti, dizendo que era “quase como uma cena de ‘Mad Max'”, que retratava um futuro pós-apocalíptico violento e sem lei. (Photo by Clarens SIFFROY / AFP)

Os Estados Unidos querem que a ONU estude a possibilidade de transformar a força de segurança multinacional atualmente em operação no Haiti em uma missão de manutenção de paz da organização, segundo um rascunho ao qual a AFP teve acesso.

Em outubro de 2023, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio da chamada Missão Multinacional de Apoio à Segurança (MMAS), liderada por policiais do Quênia, para ajudar as autoridades haitianas diante da violência dos grupos criminosos armados.

Embora o mandato da MMAS expire em 2 de outubro, os americanos, responsáveis por este assunto no Conselho, circularam nesta sexta-feira (6) um primeiro rascunho do texto, indicaram várias fontes diplomáticas à AFP.

O esboço prevê a prorrogação por um ano do mandato da missão, até 2 de outubro de 2025 e solicita à ONU que “comece a planejar uma transição da MMAS para uma operação de manutenção de paz, com o objetivo de consolidar os avanços”.

A proposta pode não ter aprovação unânime e promete gerar intensas negociações até a sua votação, prevista para 30 de setembro.

Cerca de 400 policiais quenianos de um total de 2.500 previstos a longo prazo (vindos do Quênia e de vários outros países) chegaram ao Haiti até agora, mas o financiamento voluntário dos membros da ONU para garantir a missão está longe de ser suficiente.

Os moradores de Porto Príncipe estão perdendo a paciência diante da falta de resultados concretos em suas vidas, assoladas pela interminável violência das gangues criminosas, que controlam grande parte da capital e de territórios fora dela.

© Agence France-Presse

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