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Mundo

EUA devolverão ao Brasil obras de arte compradas por banqueiro

Arquivo Geral

20/09/2010 18h34

Os Estados Unidos devolverão amanhã ao Brasil duas obras de arte, uma de Roy Lichtenstein e outra de Joaquín Torres-García, adquiridas ilegalmente pelo banqueiro brasileiro Edemar Cid Ferreira, segundo anunciou hoje a Procuradoria do Distrito Sul de Nova York.

As duas pinturas faziam parte da coleção de arte de Cid Ferreira, processado no Brasil por crimes contra o sistema financeiro, e foram adquiridas de forma ilegal para lavar fundos escusos do Banco Santos, afirmou a Procuradoria.

Ferreira foi condenado, em dezembro de 2006, a 21 anos de prisão no Brasil por crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro em decorrência do colapso do Banco Santos. Na sentença, foi decretado o confisco de bens obtidos de maneira ilegal.

Durante o processo de apreensão dos bens de Ferreira, as autoridades brasileiras descobriram que um grande número de valiosas obras de arte, entre as quais os quadros de Lichtenstein e Torres-García, tinham desaparecido.

A obra do americano Roy Lichtenstein está estimada em US$ 1,5 milhão, enquanto a tela de Joaquín Torres-García foi comprada em 2004 por US$ 230 mil, detalhou a Procuradoria nova-iorquina.

Esse mesmo escritório esclareceu que as duas obras foram achadas em 2007 em um armazém de Nova York e, posteriormente, apreendidas pelo Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) americano, depois que um tribunal de São Paulo apresentou um pedido de ajuda à Interpol.

As duas pinturas entraram nos EUA de forma irregular no final de 2006, por meio de títulos de obras de arte falsos e com uma documentação que mostrava valores muito inferiores ao seu preço real, informou a Procuradoria.

Além dessas obras, as autoridades nova-iorquinas confiscaram, em 2008, o quadro “Hannibal”, de Jean-Michel Basquiat, avaliado em US$ 8 milhões e que também pertencia à coleção do banqueiro.

Segundo informou a Procuradoria, essa obra entrou nos EUA em agosto de 2007 pelo aeroporto nova-iorquino John F. Kennedy, procedente de Londres. Na documentação, o valor da pintura foi declarado em US$ 100.

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