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EUA detêm 596 estrangeiros em operação contra crime

Arquivo Geral

30/04/2010 16h20

O Governo dos Estados Unidos informou hoje sobre a detenção de 596 estrangeiros acusados de crimes como assassinato, violência sexual, roubo e fraude, em uma grande operação policial contra o crime no sudeste do país e em Porto Rico.

“É a operação mais bem-sucedida até o momento. É o tipo de pessoas que não queremos em nossas comunidades”, disse em uma conferência telefônica com jornalistas o subsecretário de Segurança Nacional encarregado do Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE), John Morton.

A chamada operação “Cross Check”, que durou três dias e terminou na quinta-feira, faz parte dos esforços do ICE para prender, processar e deportar imigrantes, tanto legais quanto ilegais, que cometam crimes nos EUA.

Na operação participaram 400 agentes do Escritório e autoridades locais e federais nos estados da Flórida, Geórgia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Arkansas, Alabama, Tennessee, Mississipi e Porto Rico.

Na Flórida e em Porto Rico, deteve-se um total de 258 estrangeiros, 232 na Geórgia e 108 na Carolina do Norte e do Sul.

Os detidos, alguns deles residentes legais, procedem de 60 nações, entre elas da América Latina e do Caribe.

Morton não informou números para explicar o custo ou o impacto econômico da operação. No entanto, enfatizou que a mensagem é que, embora os EUA dê as boas-vindas a imigrantes legais, também “processará e deportará” aqueles que cometam crimes em seu território.

“É dinheiro bem gasto”, porque as autoridades eliminam das comunidades “assassinos, narcotraficantes e ladrões”, observou o titular do ICE.

Segundo ele, embora não haja dados estatísticos, calcula-se que existam por volta de 1 milhão de imigrantes acusados de crimes sujeitos à deportação.

Pelo menos 12 dos detidos tinham graves antecedentes criminais e detenções por infrações migratórias, e serão processados em tribunais federais, indicou o ICE.

Os imigrantes condenados por reincidir no cruzamento ilegal aos Estados Unidos, considerado um delito maior, podem receber penas de até 20 anos de prisão.

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