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Especialistas pedem maior colaboração em energia renováveis entre Brasil e UE

Arquivo Geral

25/06/2012 15h12

Um grupo de especialistas pediu nesta segunda-feira no Parlamento Europeu uma maior colaboração entre Brasil e União Europeia (UE) para inovação e desenvolvimento de energias renováveis como eólica ou biomassa. O potencial de cooperação entre as duas partes em setores estratégicos foi a principal mensagem do seminário de especialistas em inovação que ocorreu em Bruxelas e foi organizado pelo eurodeputado popular espanhol Pablo Zalba e o socialista italiano Gianluca Susta.

 

 Zalba refletiu sobre o fato de que, enquanto a UE realiza importantes avanços em tecnologia das energias renováveis, na região ibero-americana este recurso mal representa 2% do total das fontes energéticas. No entanto, o eurodeputado do Partido Popular (PP) disse que entre UE e Brasil existe uma “grande complementaridade”, pois a América Latina possui o 16% das reservas mundiais de petróleo do mundo e mais de 4% de gás, entre outros argumentos.

 

 Enquanto isso, o diretor técnico e cientista do Centro Nacional de Energias Renováveis da Espanha (CENER), Fernando Sánchez Sudón, afirmou que “a colaboração entre a União Europeia e o Brasil deve ir além de biocombustíveis e se estender a outras energias, como a eólica”. Na mesma linha, o vice-presidente da Federação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Mariani Bittencourt, falou sobre o potencial da colaboração entre Europa e Brasil em biomassa e energia eólica.

 

 No seminário no Parlamento Europeu, organizado em parceira com a Agência Brasileira de Promoção de Investimentos (ApexBrasil), também participaram o secretário-geral associação europeia de Câmaras de Comércio e Indústria, EuroChambres, Arnaldo Abruzzini, e o diretor-executivo de Assuntos de Negócios Brasil-Europa, Rui Faria da Cunha.

 

 Ainda discursaram o embaixador da missão do Brasil perante a UE, Ricardo Neiva Tavares, e o membro do gabinete da Comissão Europeia, Massimo Baldinato. Os participantes destacaram a necessidade de seguir cooperando juntos em setores estratégicos da inovação como o energético, agroindustrial e aeroespacial.

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