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Brasil

Espanha desarticula rede de prostituição que explorava homens brasileiros

Arquivo Geral

31/08/2010 9h30

A Polícia Nacional da Espanha anunciou hoje (31) a prisão de 14 pessoas envolvidas em uma rede que explorava sexualmente homens brasileiros. O grupo atraía pessoas com passagens de avião e promessas de trabalho na Europa. As informações são da BBC Brasil.

 

Ao chegar à Espanha, os homens eram obrigados a se prostituir para pagar dívidas que chegavam a 4 mil euros (cerca de R$ 8,9 mil). Eles ficavam em diferentes casas de encontro em todo o país e precisavam estar disponíveis para programas 24 horas por dia.

 

Para atrair clientes, as fotos dos brasileiros foram publicadas em anúncios de revistas e em sites, anunciando os seus serviços. Segundo a polícia, os homens recebiam da rede de prostituição medicamentos como Viagra, além de cocaína e outras drogas.

 

Eles eram obrigados a devolver ao grupo 50% do que recebiam pelos programas e pagavam pelo alojamento e pela alimentação. De acordo com autoridades, os homens que se recusavam a cumprir ordens ou causavam algum tipo de problema sofriam ameaças de morte.

 

A polícia espanhola ainda não divulgou o balanço com o número de homens explorados pela rede, mas 17 deles foram detidos sob a acusação de estarem ilegalmente no país. As prisões foram feitas nas cidades de Palma de Mallorca, León, Barcelona, Alicante e Madri.

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    Arquivo Geral

    31/08/2010 8h44

    A Polícia espanhola desarticulou pela primeira vez uma rede dedicada à exploração sexual de homens, que saíam do Brasil e recebiam cocaína, popper (uma droga para estimulação sexual) e viagra “para se prostituírem 24 horas por dia”, segundo comunicado.

    A investigação policial, que começou em fevereiro, levou à detenção de 14 pessoas em diferentes províncias espanholas, informou nesta terça-feira a Direção Geral da Polícia e a Guarda Civil.

    Após deixarem o Brasil, as vítimas recebiam da organização uma “bolsa de viagem” e a passagem de avião, que era comprada com cartões falsificados.

    Na maioria das ocasiões, os jovens chegavam a aeroportos de outros países, e só depois eram levados à Espanha.

    As vítimas viajavam enganadas quanto às condições de trabalho e, sobretudo, quanto aos valores que teriam devolver à organização por conta de despesas de viagem.

    No início, os jovens eram informados de que só deveriam custear a passagem, quando na realidade eram exigidas quantias que em algumas ocasiões superavam os quatro mil euros.

    Depois que chegavam à Espanha, o líder da organização, que vivia em Palma de Mallorca, nas Ilhas Baleares, levava os jovens a várias províncias espanholas, segundo a demanda de cada local.

    Os jovens deviam entregar ao dono do apartamento ou ao encarregado 50% dos lucros, além de 200 euros pelo alojamento e manutenção.

    Se os homens se negassem ou causavam algum tipo de problema, os responsáveis pela rede faziam ameaças, inclusive de morte.

    A organização atraía os clientes através de anúncios em classificados de jornais e também em páginas da internet, onde eram postadas fotografias dos jovens disponíveis.

    Além de delitos contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, relativos à prostituição, contra os direitos dos trabalhadores e formação de quadrilha, os principais responsáveis estão acusados de fornecer drogas e outras substâncias ilegais, tanto a clientes quanto às vítimas.

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