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Equipes de resgate buscam vítimas entre escombros após terremoto na Indonésia

Os efeitos do terremoto ainda dificultavam o acesso das equipes de resgate a algumas áreas de Flores neste domingo

Redação Jornal de Brasília

16/08/2026 9h16

indonesia quake

Foto: ARNOLD WELIANTO / AFP

Equipes de resgate recuperaram mais quatro corpos neste domingo, 16, após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o leste da Indonésia na última sexta-feira, 14, já na madrugada de sábado, 15, no horário local. Com isso, o número de mortos subiu para 51. Milhares de pessoas seguem desabrigadas.

O tremor atingiu a região de Flores, no leste do país, às 5h58 no horário local, a uma profundidade de 10 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O terremoto fez moradores deixarem suas casas às pressas após a emissão de um alerta de tsunami, posteriormente cancelado. Pelo menos 235 réplicas foram registradas, segundo a agência meteorológica da Indonésia.

Os efeitos do terremoto ainda dificultavam o acesso das equipes de resgate a algumas áreas de Flores neste domingo. As buscas foram concentradas em seis municípios atingidos por deslizamentos de terra, principalmente em Manggarai, Manggarai Oriental e Nagekeo, que continuavam isolados.

“Já removemos a maior parte dos deslizamentos e reabrimos as estradas para as aldeias que estavam isoladas. Mas os problemas de comunicação e a falta de energia continuam dificultando as buscas”, disse Fathur Rahman, chefe do Gabinete de Busca e Salvamento em Maumere, capital da regência de Sikka.

Além das vítimas, o terremoto deixou 101 pessoas feridas. Mais de 900 casas foram destruídas e outras 450 foram danificadas, segundo a Agência Nacional de Busca e Resgate. Cerca de 5 mil pessoas precisaram deixar suas casas e buscar abrigo em locais temporários.

O medo de novos tremores também levou moradores a passar a noite fora de casa. Em Labuan Bajo, principal porta de entrada para o Parque Nacional de Komodo, milhares de pessoas dormiram ao ar livre por precaução.

“O tremor foi assustador, tão forte que minha casa quase desabou”, disse Anastasia Imad, uma agricultora, enquanto estava em uma tenda improvisada ao lado da casa danificada. “Tínhamos medo de que os tremores secundários fizessem a casa cair sobre nós enquanto dormíamos.”

Os deslizamentos provocados pelo terremoto também bloquearam trechos da Rodovia Trans-Flores, estrada de cerca de 700 quilômetros que liga comunidades de diferentes partes da ilha. O bloqueio dificultou ainda mais o acesso a áreas remotas.

Enquanto as equipes trabalhavam para liberar as estradas, grupos de socorro distribuíam refeições prontas, água potável, cobertores e medicamentos. Abrigos emergenciais também foram montados para receber os moradores que perderam suas casas. O restabelecimento da energia elétrica e das comunicações e a chegada de ajuda aos vilarejos isolados pelos deslizamentos estavam entre os principais desafios das autoridades.

A Indonésia, formada por mais de 17 mil ilhas, é uma região propensa a terremotos e erupções vulcânicas por estar localizada no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica e vulcânica.

Flores já foi atingida por alguns dos terremotos mais destrutivos da Indonésia. Em 1992, um terremoto seguido de tsunami matou cerca de 2.500 pessoas na ilha.

Em 2018, um terremoto de magnitude 7,5 provocou um tsunami em Sulawesi e matou mais de 4.400 pessoas. Em 2004, um terremoto de magnitude 9,1 na costa de Sumatra provocou um tsunami que matou cerca de 230 mil pessoas em uma dúzia de países.

Estadão Conteúdo

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