Um dos envolvidos na maior fraude conhecida por uso de informação privilegiada nos Estados Unidos, ligada a Raj Rajaratnam, presidente do Galleon Group, foi condenado hoje a mais de dois anos de prisão, informou a Procuradoria Federal, em Manhattan.
Mark Kurland, que trabalhava para a New Castle Funds, entidade que esteve vinculada ao banco de investimento Bear Stearns e, mais tarde, ao JP Morgan Chase, recebeu uma condenação de 27 meses de prisão por sua participação em uma trama para obter benefícios negociando ações de empresas conhecidas depois de obter informação confidencial sobre elas.
A fraude, que usou informação de companhias como a Intel, a IBM e a McKinsey & Company, ajudou seus organizadores a obter mais de US$ 20 milhões depois que funcionários dessas e de outras empresas e entidades financeiras ofereceram dados relativos a previsões de lucro, fusões ou aquisições, que depois eram utilizadas para negociar seus títulos com vantagem.
Kurland, de 61 anos, se declarou culpado em janeiro, lembrou hoje a Procuradoria em comunicado, no qual explicou que o condenado teve “um papel ativo na sofisticada trama” entre agosto de 2008 e janeiro de 2009.
O juiz do caso, Victor Marrero, também condenou Kurland a dois anos de liberdade assistida e ao confisco de seus bens, no valor de US$ 900 mil.