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Mundo

Enterro de fundamentalista morto na Mesquita Vermelha reúne milhares

Arquivo Geral

12/07/2007 0h00

Milhares de pessoas compareceram hoje ao funeral do clérigo radical Abdul Rashid Ghazi, viagra 40mg morto na Mesquita Vermelha de Islamabad, enquanto as autoridades realizam o enterro em massa dos mortos na operação militar, sem divulgar números definitivos.

As últimas informações oficiais citavam 73 radicais armados e 10 soldados mortos, mas os serviços secretos falam de, pelo menos, 286 corpos retirados da mesquita após a operação, que durou dois dias.

O porta-voz do Exército, Waheed Arshad, afirmou hoje aos jornalistas que a contagem dos mortos ainda está em andamento e que ainda não pode informar o número total.

Entre os mortos está Ghazi, líder dos radicais entrincheirados, sepultado hoje em sua cidade natal de Basti Abdullah, no centro do país.

O funeral do sacerdote foi presidido por seu irmão, o ulemá Abdul Aziz, líder da Mesquita Vermelha, preso na semana passada quando tentava fugir do templo disfarçado sob uma burka.

As autoridades permitiram que Aziz, a esposa e uma de suas filhas fossem de Islamabad a Basti Abdullah para assistir ao funeral de Rasheed, apesar dos três estarem sob detenção.

Aziz dirigiu as orações do funeral do irmão sob a atenta vigilância das forças de segurança, que voltaram a colocá-lo sob custódia assim que a cerimônia terminou.

Além de milhares de moradores da região, o funeral também teve a presença de representantes políticos como o deputado Shah Abdul Aziz, da aliança religiosa opositora Muttahida Majilis-e-Amal (MMA), que criticou duramente a operação na mesquita.

Muitos dos presentes prestaram homenagem a Ghazi pela “heróica” luta pela causa do Islã e pediram uma investigação sobre o caso.

As autoridades confirmaram hoje que o prédio da Lal Masjid (Mesquita Vermelha) está totalmente sob controle. Mas a área continue isolada pelo Exército e cercada por jornalistas, que esperavam ter hoje a chance de ver o local, ainda com a entrada proibida.

Este bloqueio aumentou os temores de que haja um grande número de mulheres e crianças entre os mortos que estão sendo retirados do lugar.

Antes da operação, o Governo manteve que no recinto havia dezenas de radicais armados e que utilizavam como escudos entre 300 e 500 mulheres e crianças, mas depois informou sobre a libertação, rendição ou prisão de 80 deles.

O ministro do Interior, Aftab Sherpao, visitou hoje o cenário da operação e explicou aos repórteres que o lugar parecia blindado. Ele insistiu que até agora só foram recuperados 73 corpos que estão sendo enterrados em um cemitério da capital.

As autoridades asseguraram que retiraram amostras de DNA e as impressões digitais de todos os corpos antes de enterrá-los em sepulturas “temporárias”, para que os parentes possam reivindicá-los quando terminar o processo de identificação.

No entanto, vários familiares das vítimas, que esperavam receber hoje os corpos, protestaram porque os restos estão sendo enterrados em sua ausência e sem que tivessem sido vistos por eles.

Segundo o porta-voz do Exército, muitos dos mortos estão mutilados e alguns deles também carbonizados, o que torna muito difícil o reconhecimento.

Na operação também foram mortos pelo menos nove soldados do Exército, cujos funerais foram realizados na quarta-feira em Rawalpindi, nos arredores de Islamabad, com a presença do presidente do país, general Pervez Musharraf.

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