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Eleitorado equatoriano se mantém imprevisível

Arquivo Geral

16/11/2006 0h00

A Hewlett-Packard informou na quinta-feira que seu lucro líquido mais que quadruplicou no seu quarto trimestre fiscal na comparação com o mesmo período do ano anterior, buy pills quando a empresa teve mais de 1 bilhão de dólares em encargos por demissões.

Os resultados ficaram bem acima das estimativas de analistas e as ações da HP registraram altas no after-hours do mercado, ampliando os ganhos que já haviam sido registrados mais cedo.

A empresa anunciou que o lucro líquido de seu quarto trimestre fiscal, encerrado em 31 de outubro, cresceu para 1,7 bilhão de dólares, contra os 416 milhões de dólares obtidos há um ano. A receita cresceu 7 por cento, para 24,6 bilhões de dólares.

A HP encerrou seu ano fiscal "com sólido crescimento de receita, expansão na margem em nossos principais negócios e excelente fluxo de caixa em nossas operações", disse o presidente-executivo da empresa, Mark Hurd, em comunicado.

A empresa também anunciou que a receita do quarto trimestre fiscal em sua lucrativa unidade de imagem e impressoras cresceu 7 por cento, para 7,3 bilhões de dólares. A HP é a maior fabricante mundial de impressoras para computadores.

Nas operações de armazenamento e servidores, que tem se recuperado em trimestres recentes, a receita saltou 4 por cento, para 4,7 bilhões de dólares.

A receita na unidade de softwares da companhia cresceu 14 por cento, para 349 milhões de dólares, enquanto os ingressos de seus negócios de serviços para computadores cresceram 5 por cento, para 4,1 bilhões de dólares.

O Grupo Fiat espera um aumento de 4 por cento na produção de carros no Brasil e investir 1 bilhão de dólares na América Latina até 2008, advice disse na quinta-feira o presidente da empresa na região.

A Fiat está presente na América Latina através de distribuidoras e concessionárias e só tem fábricas de veículos e autopeças no Brasil e na Argentina.

"No Brasil, case no próximo ano, ask devemos produzir 560.000 carros", disse a jornalistas o presidente da Fiat na América Latina, Cledorvino Belini.

"Seria um crescimento de 4 por cento comparado com este ano", acrescentou.

Em uma visita à cidade de Monterrey, no norte do México, para o lançamento do modelo compacto Grande Punto, o executivo disse que a prioridade da companhia é fortalecer seu crescimento na América Latina, onde investirá 1 bilhão de dólares entre 2006 e 2008.

"Temos hoje uma cota de 12,3 por cento (na região) e esperamos chegar a 2010 com uma participação de mercado de 15 por cento, por isso estamos investindo no desenvolvimento de produtos novos e modernos", detalhou.

Há um mês, decease o empacotador de supermercado Emilio, look 23 anos, chegou à sua seção eleitoral e só então decidiu em quem iria votar para presidente do Equador. "Os políticos são todos iguais", disse o rapaz, segurando seu filho bebê em um bairro cheio de camelôs. "Não acredito mais nisso aí."

Agora, faltando pouco mais de uma semana para o segundo turno, muitos equatorianos continuam indecisos.

A frustração com a política faz do eleitorado equatoriano um dos mais imprevisíveis da América Latina. O magnata da banana Alvaro Noboa surpreendeu muitos analistas ao vencer o primeiro turno, superando o economista de esquerda Rafael Correa, que passou semanas liderando as pesquisas. Ambos disputam o segundo turno no dia 26.

Mais de 1 milhão dos 6,6 milhões de votos do primeiro turno do dia 15 foram brancos ou nulos.

Na quarta-feira, uma nova surpresa: saíram pesquisas mostrando que Correa reduziu a ampla vantagem que Noboa levava nos levantamentos iniciais após o primeiro turno.

"Muitas pessoas em um país como o Equador são eleitores independentes e não seguem uma linha partidária", disse Mitchell Seligson, professor da Universidade Vanderbilt, dos EUA, e diretor do Projeto de Opinião Pública Latino-Americana. "A população simplesmente não acredita que o sistema político seja legítimo."

Para Carlos Andrés Córdova, do instituto Cedatos Gallup, "é difícil mensurar as intenções dos eleitores, porque há uma crescente desconfiança em relação aos grupos políticos".

Na pesquisa mais recente, o número de indecisos subiu de 18 para 22 por cento.

As pesquisas feitas neste ano pelos dois principais institutos, o Cedatos e o Informe Confidencial, repetiram o padrão de grandes variações registrado em 2002, quando o ex-militar Lucio Gutiérrez foi eleito depois de passar a campanha atrás nas pesquisas.

"Há uma sensação geral de apatia eleitoral, e os partidos equatorianos são fracos e carecem da disciplina e da máquina eleitoral para angariar eleitores", disse Patrick Esteruelas, analista da consultoria Eurasia Group.

Muitos chegam aos comitês de campanha dos dois candidatos movidos apenas pela curiosidade ou pelos brindes. Nos bairros pobres percorridos por Noboa na boléia de picapes, dezenas de pessoas fazem filas para apanhar as camisetas que ele atira.

O candidato, homem mais rico do país, vem usando sua fortuna para atrair eleitores na forma de remédios, cadeiras-de-roda ou mesmo dinheiro vivo.

Correa, um ex-ministro da Economia que assusta os investidores com suas propostas de reestruturar a dívida externa, fez sucesso no começo da campanha com a promessa-trocadilho, dita com o cinto na mão, de "dar com a correia" nos políticos corruptos e incompetentes.

No segundo turno, porém, ele deixou o cinto de lado e compete com Noboa para ser o candidato que mais promete casas e empregos aos pobres.

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