O Egito desmentiu nesta segunda-feira que tenha decidido permitir a entrada e saída de palestinos em seu território sem necessidadede de visto, como anunciou pouco antes o movimento islâmico palestino Hamas. Uma fonte do serviço de segurança egípcio assegurou que o mecanismo de entrada dos palestinos não se modificou e é aplicado da mesma maneira desde 2004.
Além disso, a fonte explicou ainda que uma decisão desse tipo representa um risco para a segurança do país, sobretudo nos temas relacionados com o contrabando, frequente entre a península egípcia do Sinai e a faixa palestina de Gaza.De acordo com a agência oficial egípcia “Mena”, os palestinos continuam necessitando de visto para entrar no país.As declarações foram feitas horas depois do diretor de fronteiras do Hamas, Maher Abu Sabha, anunciar que o Egito facilitaria a entrada e saída dos palestinos em seu território e na Faixa de Gaza para aliviar o bloqueio israelense.
Segundo Abu Sabha, as novas normas estipulariam que os palestinos não iriam necessitar de visto para entrar no Egito e que os menores de 40 anos já não teriam que ser escoltados para viajar do aeroporto à fronteira com Gaza.Na semana passada, o novo presidente egípcio, o islamita Mohammed Morsi, recebeu uma delegação do Hamas liderada pelo chefe do movimento no exílio, Khaled Meshaal, no Cairo, para discutir a flexibilização da entrada de palestinos pela passagem fronteiriça de Rafah.
O regime do presidente egípcio Hosni Mubarak fechou Rafah em junho de 2007, depois que o grupo islamita palestino Hamas tomou o controle da faixa após enfrentamentos armados com a facção nacionalista Fatah. Em maio de 2011, Rafah foi aberta para mulheres palestinas de todas as idades, homens menores de 18 anos e maiores de 40, assim como estudantes em universidade egípcias e pessoas em tratamento médico.