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Cúpula do G20 começa em Londres em busca de unidade contra crise

Arquivo Geral

02/04/2009 0h00

A Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, order os países ricos e os principais emergentes), store em Londres, drug começou hoje com uma mensagem otimista do primeiro-ministro do Reino Unido e anfitrião da reunião, Gordon Brown.

O premiê britânico disse que existe “um alto grau de consenso” entre os chefes de Estado e de Governo sobre a maneira de enfrentar a crise e recuperar a economia mundial.

“Acho que o texto que esteve circulando já reflete um grau muito alto de consenso e acordo entre todos nós”, disse Brown, ao abrir oficialmente a primeira sessão plenária da cúpula.

Ao lado do presidente americano, Barack Obama, e do ministro da Economia britânico, Alistair Darling, Brown disse que esta é “uma oportunidade” para que os países busquem conjuntamente “a maneira de reconstruir nossa economia global” e para que constatem que “os problemas globais precisam de soluções globais”.

Em seu breve discurso inicial, Brown deu a palavra aos responsáveis das instituições multilaterais para que comentassem o conteúdo da minuta elaborado há duas semanas pelos ministros da Economia e das Finanças no que se refere ao tema do protecionismo, que qualificou como “uma preocupação compartilhada”.

O primeiro-ministro do Reino Unido pediu a intervenção do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, e depois discursarão os chefes de Estado e de Governo, em uma sessão que deve durar pouco mais de duas horas.

Os líderes posaram para a foto oficial da cúpula antes da sessão plenária, que deve durar até 9h de Brasília, quando os líderes farão uma pausa para o almoço e voltarão a se reunir, para concluir a cúpula.

Uma entrevista coletiva de Brown entre as 11h30 e 12h de Brasília divulgará o comunicado final desta cúpula, que começou marcada pelas diferenças de enfoque entre EUA e países europeus, sobretudo França e Alemanha, sobre a melhor maneira de fazer frente à pior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial.

O Governo britânico previu que a cúpula “responderá aos níveis de expectativa e ambição das pessoas” e enviará uma mensagem clara de unidade, que permita recuperar a confiança na economia.

Assim disse o ministro da Empresa britânico, Peter Mandelson, em declarações à “BBC”, nas quais expressou sua confiança de que o comunicado final da cúpula terá conteúdo, porque “não faz sentido voltar aqui e repetir as declarações que já conhecemos”.

O importante, na opinião do ministro britânico, é que existe um compromisso “de fazer o que for necessário” para sair da crise nascido da reunião preparatória de 14 de março entre os ministros de Economia e Finanças do G20, o que implica em que todos os países “têm que fazer mais do que já fizeram”.

Mandelson respondeu assim a uma pergunta sobre se o Governo do Reino Unido está decepcionado com a resistência dos Governos europeus, especialmente da França e Alemanha, em se comprometer a aprovar planos adicionais de estímulo fiscal.

“Ninguém estava pedindo à Alemanha e à França que viessem aqui a escrever seus orçamentos nacionais”, disse Mandelson, que reconheceu, no entanto, que o compromisso de Paris e Berlim para um esforço adicional “está abaixo do nível que gostaríamos de ver”.

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