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Correa prorroga estado de exceção no Equador até sexta-feira

Arquivo Geral

05/10/2010 17h40

O presidente do Equador, Rafael Correa, decidiu hoje (5) prorrogar até sexta-feira (8) o estado de exceção no país. O decreto presidencial, segundo ele, foi assinado atendendo a pedidos da Assembleia Nacional, o Congresso equatoriano. O estado de exceção foi adotado em reação à onda de protestos organizada por setores da Polícia Nacional, na última quinta-feira (30), que causou mortes e feridos, além de ter isolado Correa em um hospital.

 

O estado de exceção é adotado quando há ameaças à ordem e permite que as autoridades definam medidas que vão além do direito individual dos cidadãos. Pelo prazo anterior, o estado de exceção expiraria hoje.

 

Pelo decreto, as Forças Armadas se mantêm em alerta para garantir a soberania nacional. Paralelamente, Correa articula com o Ministério da Defesa a elaboração de um plano de contingência para rever a atuação da Polícia Nacional no Equador. O comando da polícia foi substituído no dia seguinte às manifestações.

 

O Ministério das Finanças vai liberar recursos para atender ao plano de contingência. Não há informações ainda sobre o valor total que será investido no plano. As informações são da Presidência da República do Equador e da Agência Pública de Notícias do Equador e América do Sul (Andes).

 

A onda de protestos no Equador gerou uma crise política no país e mobilizou os líderes políticos latino-americanos. Com a divulgação de que Correa era alvo de uma ameaça de golpe de Estado, os presidentes e os ministros das Relações Exteriores da região se reuniram para ratificar apoio ao presidente equatoriano e rechaçar eventuais tentativas de derrubá-lo do poder.

 

Os policiais organizaram as manifestações como reação à decisão de Correa de eliminar a concessão de bônus e gratificações para a Polícia Nacional e as Forças Armadas. O presidente reiterou que não revogaria a lei, mas, no entanto, hoje, o governo do Equador anunciou aumento para policiais e militares e negou que a iniciativa tenha tido relação com a pressão feita pelos policiais rebelados.

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