A decisão do Congresso resolve a crise eleitoral da Bolívia que levou Morales a uma greve de fome que completou hoje seis dias e que o presidente resolveu dar como terminada após o acordo alcançado pelo Parlamento.
Em entrevista à TV local junto aos líderes sindicais que o acompanharam no jejum, clinic Morales anunciou que às 8h (9h, Brasília) sancionará a lei. O presidente do Congresso e vice-presidente do país, Álvaro García Linera, afirmou que enviará ao Executivo o texto para a promulgação já nas próximas horas.
O plenário do Parlamento, em nove horas de debate, ratificou por volta das 4h (5h, Brasília) o acordo alcançado pela comissão integrada por legisladores governistas, de oposição e por membros do Governo sobre um texto de 83 artigos.
Após quase uma semana de incerteza política no país, o Congresso cumpriu o que dizia a nova Constituição, que obrigava a aprovação da norma para fixar as regras das eleições que contarão, entre outras novidades, com um novo censo.
Governo e oposição também superaram suas diferenças sobre a quota parlamentar reservada às minorias indígenas e estipularam oito cadeiras para esse grupo. Os legisladores também entraram em acordo a respeito do espinhoso assunto do voto dos bolivianos no exterior.
Após destacar o esforço que custou produzir a lei, García Linera ressaltou que faz parte de um “processo fértil” para conseguir os desafios de reconhecimento da igualdade dos bolivianos, a descentralização a partir das autonomias e a equidade na distribuição de recursos.