As companhias aéreas devem reembolsar o preço total do bilhete, incluindo as taxas aeroportuárias, aos passageiros afetados pelos cancelamentos causados pela nuvem de cinza expelida pelo vulcão islandês, segundo informou Helen Kearns, a porta-voz de Transporte da Comissão Europeia.
Kearns recusou comentar se a suposta recusa das companhias como Ryanair de devolver a totalidade do preço do bilhete é legal.
“Não conheço os detalhes do que propõe a Ryanair, mas esta é a regulamentação europeia”, acrescentou.
A companhia aérea de baixo custo oferece aos clientes aparentemente a devolução do preço do bilhete e o desconto do custo das taxas em uma próxima viagem, o que na prática – se o passageiro não deseja voltar a voar com Ryanair – pode representar a perda de parte do valor pago.
Kearns, embora não tenha fornecido detalhes sobre o caso concreto desta companhia aérea, lembrou que quando um voo é cancelado a companhia não precisa pagar as taxas aeroportuárias, por isso que não devolver essa parte do bilhete ao passageiro geraria uma dupla receita em favor da empresa.
O Executivo comunitário lembrou que em uma situação excepcional como a provocada pelas cinzas vulcânicas os passageiros têm certos direitos que devem ser respeitados e encorajou os prejudicados a denunciar irregularidades.