O número de mortos na fronteira entre Tailândia e Camboja subiu a 18 após os combates que tiveram início na noite de segunda-feira e se estenderam pela madrugada, segundo informaram fontes militares tailandesas.
“Durante os ataques houve disparos de fuzis e morteiros”, assinalou o coronel Sukit Subanjui, porta-voz do Exército tailandês na região nordeste do país.
Parte dos deslocados pôde voltar a seus lares, já que a intensidade dos combates diminuiu nos últimos dias.
Cerca de 60 mil pessoas foram deslocadas na Tailândia pelas hostilidades que começaram em 22 de abril, e outras 40 mil fugiram de suas casas no Camboja para buscar refúgio em mosteiros budistas, colégios e edifícios do Governo.
Os choques ocorreram até agora principalmente em torno dos templos de Ta Meun e Ta Kwai (Ta Moan e Ta Krabei em cambojano) e de Preah Vihear, mais de 100 quilômetros ao leste dos dois anteriores.
Os primeiros-ministros do Camboja, Hun Sen, e da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, devem participar da reunião que a Asean realizará em 7 e 8 de maio em Jacarta (Indonésia), ocasião que oferece uma oportunidade para que sejam formados os alicerces de um acordo permanente.
A fronteira comum, fortemente minada, nunca esteve claramente delimitada.
O conflito atual começou em 2008, quando a Unesco atribuiu o título de patrimônio da humanidade ao monumento de Preah Viehar, incluindo-o no território cambojano.
Atualmente, a Tailândia já não reivindica Preah Vihear, mas sim vários quilômetros quadrados limítrofes.