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Mundo

Cientista paquistanesa é condenada a 86 anos por tentar matar americanos

Arquivo Geral

23/09/2010 18h32

A cientista paquistanesa Aafia Siddiqui foi condenada, hoje, por um tribunal federal de Nova York a 86 anos de prisão, por ter tentado matar soldados americanos e agentes do FBI enquanto se encontrava presa no Afeganistão.

O julgamento de Aafia, de 38 anos e moradora dos Estados Unidos entre 1991 e 2002, se iniciou em meados de janeiro em Manhattan depois que, durante um interrogatório realizado em 2008 no Afeganistão, a presa se apropriou da arma de um militar e disparou contra o grupo que a interrogava, ao mesmo tempo que expressava seu desejo de matar americanos.

O incidente, no qual ninguém ficou ferido, fez com que Aafia fosse transferida para os Estados Unidos e, em fevereiro, um júri de Nova York a declarou culpada por sete crimes relacionados a tentativa de assassinato e ataque à mão armada.

“Este veredito vem de Israel e não dos Estados Unidos. É de lá que vem a ira. Posso testemunhar sobre isso e tenho provas que o comprovam”, disse a cientista ao júri quando o porta-voz revelou a decisão, após um julgamento de duas semanas do qual chegou a ser expulsa do recinto por má conduta em várias ocasiões.

A cientista foi detida no Afeganistão no dia 17 de julho de 2008 para ser investigada sobre possíveis conexões com a rede terrorista Al Qaeda e, um dia depois, foi submetida ao interrogatório de uma delegação de militares e policiais americanos.

Diande dos disparos de Aafia, quem tem estudos de biologia e neurologia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, os americanos atiraram contra a ré, que precisou ser atendida em um hospital militar.

No momento de sua detenção, a cientista carregava uma série de manuscritos nos quais eram detalhados diferentes lugares de Nova York, como a ponte do Brooklyn e a Estátua da Liberdade, como supostos alvos terroristas, além de instruções sobre como manipular vários elementos químicos e armas biológicas.

Este caso provocou protestos entre alguns grupos de defesa dos direitos humanos, que reivindicaram uma sentença mais branda, frente à prisão perpétua que a Promotoria de Nova York pedia. Seus advogados sugeriram uma condenação de 12 anos de prisão.

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    Arquivo Geral

    23/09/2010 18h17

    A cientista paquistanesa Aafia Siddiqui foi condenada, hoje, por um tribunal federal de Nova York a 86 anos de prisão, por ter tentado matar soldados americanos e agentes do FBI enquanto se encontrava presa no Afeganistão.

    O julgamento de Aafia, de 38 anos e moradora dos Estados Unidos entre 1991 e 2002, se iniciou em meados de janeiro em Manhattan depois que, durante um interrogatório realizado em 2008 no Afeganistão, a presa se apropriou da arma de um militar e disparou contra o grupo que a interrogava, ao mesmo tempo que expressava seu desejo de matar americanos.

    O incidente, no qual ninguém ficou ferido, fez com que Aafia fosse transferida para os Estados Unidos e, em fevereiro, um júri de Nova York a declarou culpada por sete crimes relacionados a tentativa de assassinato e ataque à mão armada.

    “Este veredito vem de Israel e não dos Estados Unidos. É de lá que vem a ira. Posso testemunhar sobre isso e tenho provas que o comprovam”, disse a cientista ao júri quando o porta-voz revelou a decisão, após um julgamento de duas semanas do qual chegou a ser expulsa do recinto por má conduta em várias ocasiões.

    A cientista foi detida no Afeganistão no dia 17 de julho de 2008 para ser investigada sobre possíveis conexões com a rede terrorista Al Qaeda e, um dia depois, foi submetida ao interrogatório de uma delegação de militares e policiais americanos.

    Diande dos disparos de Aafia, quem tem estudos de biologia e neurologia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, os americanos atiraram contra a ré, que precisou ser atendida em um hospital militar.

    No momento de sua detenção, a cientista carregava uma série de manuscritos nos quais eram detalhados diferentes lugares de Nova York, como a ponte do Brooklyn e a Estátua da Liberdade, como supostos alvos terroristas, além de instruções sobre como manipular vários elementos químicos e armas biológicas.

    Este caso provocou protestos entre alguns grupos de defesa dos direitos humanos, que reivindicaram uma sentença mais branda, frente à prisão perpétua que a Promotoria de Nova York pedia. Seus advogados sugeriram uma condenação de 12 anos de prisão.

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