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China pede mais tendas para os mais de 14 milhões de desabrigados por tremor

Arquivo Geral

25/05/2008 0h00

As autoridades chinesas pediram mais tendas de campanha para alojar aos mais de 14, buy 4 milhões de desabrigados pelo terremoto do dia 12 de maio, ambulance que até agora causou mais de 60.000 mortos, rx e anunciaram o início das tarefas de reconstrução.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse na devastada localidade de Yingxiu, onde se assentaram sobreviventes sem-teto, que embora os trabalhos de resgate continuem, o objetivo mudará gradualmente para a reconstrução e o realojamento dos desabrigados.

“A maior dificuldade agora é a falta de tendas de campanha. Reunimos tendas de todo o país e temos recebido ajuda do resto do mundo, mas ainda precisamos de mais”, explicou Wen, citado hoje pela agência de notícias “Xinhua”.

A iminente chegada da temporada de chuvas na zona arrasada, no sudoeste da China, acrescenta o risco de transbordamento dos 34 lagos formados pelos deslizamentos das montanhas nos rios, com uma massa de água que ameaça transbordar sobre as localidades já destruídas.

O deficit de tendas, calculam as autoridades chinesas, é de cerca de 3,3 milhões, e até sexta-feira passada tinham sido enviadas para a região nada menos de meio milhão delas.

Os fabricantes de tendas de campanha do leste da China estão produzindo 30.000 unidades diárias que são enviadas imediatamente para a arruinada província de Sichuan, onde foi localizado o epicentro do tremor de 8 graus de magnitude na escala Richter.

A este ritmo, em um mês se terá conseguido fabricar quase um milhão de tendas, mas insuficientes para dar teto a toda a população que dorme ao relento.

Os países estrangeiros prometeram doar cerca de 151.900 tendas, das quais 11.500 já chegaram à região, procedentes de países tão diversos como Paquistão, Malásia, Rússia, Holanda, França, Arábia Saudita, Reino Unido, Estados Unidos e da Agência para os Refugiados da ONU (Acnur).

Segundo dados do Governo central, mais de 5,4 milhões de casas ficaram destruídas e outras 21,4 milhões danificadas.

O primeiro-ministro disse que também se agiliza a produção de casas provisórias para garantir que a vida dos sobreviventes volte à normalidade em três meses.

O Ministério da Habitação informou ontem que devem construir 1,5 milhão de casas provisórias nas áreas afetadas de Sichuan, e esperam que este teto dure pelo menos três anos.

Cada uma destas habitações com 20 metros quadrados será fabricada com estruturas resistentes a tremores, acrescentou.

A população se pergunta por que a maioria dos prédios que desabaram eram escolas, o que fez com que 12% das vítimas fatais tenha sido de crianças, e não prédios governamentais, enquanto os especialistas citam a corrupção do setor imobiliário como um dos motivos.

O Ministério assinalou que entre as estruturas previstas haverá escolas e hospitais, enquanto abriu uma investigação sobre o desabamento do que é conhecido na China como “prédio tofu” (tofu é um alimento de origem chinesa feito de soja, parecido com o queijo).

O primeiro-ministro chinês disse ontem que teme-se que o número total de mortos supere os 80.000, já que 26.221 pessoas ainda permanecem desaparecidas sob os escombros e em localidades isoladas.

Outra das seqüelas do terremoto é a aparição de focos epidêmicos por causa da decomposição dos corpos, a proliferação de roedores e o acesso a fontes de água não potável.

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