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Mundo

China e Rússia barram proposta da UE sobre Síria no Conselho de Segurança

Arquivo Geral

27/04/2011 20h28

A oposição de China e Rússia impediu nesta quarta-feira que o Conselho de Segurança da ONU chegasse a um acordo sobre uma declaração de condenação ao regime sírio pela violenta repressão do Governo de Sana contra manifestações pacíficas, informaram fontes diplomáticas.


“A situação na Síria não representa uma ameaça para a paz e a segurança internacional”, assinalou o representante adjunto da Rússia, Alexander Pankin, ao explicar a posição de seu país. Ele também advertiu sobre o “risco de guerra civil” se houver intervenção externa.

As fontes confirmaram que “não houve acordo sobre uma declaração presidencial” do Conselho após uma série de reuniões do principal órgão de segurança das Nações Unidas em busca de um pacto sobre um texto comum contra a repressão na Síria.

O diplomata russo acrescentou que o “risco real para a estabilidade da região ocorreria com uma interferência estrangeira no país que poderia apoiar uma só parte, o que levaria a uma incessante onda de violência, o que seria um convite à guerra civil”.

A reunião desta quarta-feira foi mais uma tentativa sem sucesso para negociar uma proposta dos quatro países da UE que possuem assento no Conselho (Alemanha, França, Reino Unido e Portugal) para que o órgão aprovasse uma declaração de condenação ao regime sírio.

Essa falta de acordo para modelar por escrito uma condenação à repressão do Governo sírio ocorreu inclusive depois que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, informou na terça-feira ao Conselho sobre os últimos eventos na Síria, condenando a violência contra os manifestantes e pedindo uma investigação a respeito.

O Conselho ouviu nesta quarta-feira o relato sobre a situação na Síria a cargo do subsecretário da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, que lamentou a violência e informou sobre as denúncias sobre os ataques contra manifestantes na Síria.

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