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Mundo

Chega à Guatemala suposto mentor intelectual de assassinato de Facundo Cabral

Arquivo Geral

14/03/2012 11h42

O suposto mentor intelectual da morte do cantor argentino Facundo Cabral, o costarriquenho Alejandro Jiménez, conhecido como “El Palidejo”, chegou nesta quarta-feira à Guatemala procedente da Colômbia para ser julgado no país centro-americano.

 

O avião da Polícia Judiciária da Colômbia, no qual Jiménez foi levado de Bogotá, chegou ao aeroporto da Força Aérea da Guatemala por volta das 2h local desta terça (5h do horário de Brasília), e imediatamente, sob fortes medidas de segurança, foi posto à disposição de um juiz.

 

Após ser informado sobre as acusações feitas pela Justiça guatemalteca por sua suposta participação na morte de Cabral, ocorrida em 9 de julho do ano passado, El Palidejo foi levado a uma prisão de segurança máxima ao leste da capital guatemalteca.

 

Fontes judiciais disseram à Agência Efe que está previsto que nas próximas horas Jiménez seja levado ao tribunal que investiga o caso para que faça sua primeira declaração como acusado.

 

Rudy Esquivel, porta-voz da Direção Geral de Presídios, disse aos jornalistas que Jiménez está preso em uma cela individual que é vigiada 24 horas.

 

A entrega de Jiménez à Guatemala pelas autoridades da Colômbia, onde foi capturado no domingo passado, demorou algumas horas pelo fato de a Costa Rica, país de origem do acusado, ter pedido que antes de ser colocado à disposição da Justiça guatemalteca, fosse garantido que não ia ser condenado à pena de morte.

 

Por meio de contatos diplomáticos, a procuradoria e a chancelaria guatemaltecas explicaram à Costa Rica e à Colômbia a impossibilidade de que isso ocorresse, visto que apesar de a pena de morte estar vigente na legislação do país, deixou de ser aplicada há mais de cinco anos.

 

Após a justificativa, o procurador-geral costarriquenho, Jorge Chavarría, concordou com a transferência de Jiménez à Guatemala para ser processado.

 

Jiménez, que foi detido em Bahía Solano, município colombiano no litoral do Pacífico e próximo à fronteira com o Panamá, quando tentava entrar com um passaporte falso em uma lancha procedente do país vizinho, aparentemente com o apoio de traficantes colombianos, foi deportado da Colômbia na terça.

 

As investigações realizadas pelas autoridades guatemaltecas determinaram que o atentado no qual Cabral morreu era dirigido contra o empresário nicaraguense Henry Farinãs, que ficou ferido com gravidade, e aparentemente foi encomendado por El Palidejo.

 

Fariñas, que tinha contratado Cabral para realizar alguns shows na Guatemala, levava o cantor argentino para o aeroporto internacional La Aurora, no sul da cidade, quando os dois foram atacados a tiros.

 

Pelo assassinato do cantor argentino estão detidos na Guatemala Elkin Enrique Vargas Hernández, Wilfred Allas Stokes, Juan Hernández Sánchez e Audelino García.

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