O diretor da Polícia colombiana, o general Óscar Naranjo, visitou hoje o recinto em que estão sendo velados em Bogotá os restos do coronel Julián Ernesto Guevara, que no cativeiro nas mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Naranjo exaltou a mãe do oficial como a mãe dos uniformizados “vítimas do terrorismo” no país.
“Com sua integridade, (Imperatriz de Guevara, a mãe do coronel) é um exemplo para o país”, reconheceu o general, para quem a maneira como ela soube agüentar o seu drama a tornou “a mãe de todos os policiais vítimas do terrorismo”.
O general falou com a imprensa antes de ingressar no Centro Religioso da Polícia Nacional em Bogotá, onde os restos de Guevara foram foram colocado ontem à noite, para um velório que seguirá até o seu funeral, previsto para amanhã.
A família recebeu os despojos depois que o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Legista (INMLCF) confirmou que os restos mortais eram mesmo do oficial, que morreu no final de janeiro de 2006, aos 41 anos de idade, nas mãos das Farc, que o tomaram como refém em novembro de 1998.
Os restos foram entregues na quinta-feira passada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na terceira e última fase de uma operação humanitária que começou há oito dias com a libertação do soldado Josué Daniel Calvo, e continuou na terça-feira com o resgate do sargento Pablo Emilio Moncayo.
Em suas declarações, o general Naranjo reiterou que os guerrilheiros “são os únicos responsáveis” pelo sequestro dos 14 policiais que ainda mantém cativos.
Junto com outros oito militares os militares forma o grupo de reféns que os rebeldes pretendem trocar por 500 insurgentes presos, incluindo vários guerrilheiros extraditados para os Estados Unidos.
Naranjo compartilhou um momento com a mãe de Guevara e a única filha do oficial, a adolescente Ana María, assim como com outros familiares do policial, entre eles Jorge Guillermo, outro dos filhos de Imperatriz de Guevara.
“Nós já perdemos esta guerra, mas a vida continua”, disse o irmão do coronel Guevara à imprensa.