O ministro de Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, criticou duramente à União Europa (UE) e a sua política para os países da América Latina, que seguem sendo “saqueados” hoje em um comício com representantes de países e movimentos sociais “progressistas” em Madri, parelelo à VI Cúpula União Europeia, América Latina e Caribe .
“Vim a Madri”, declarou o chanceler cubano, “para desafiar a campanha de mentiras que a imprensa espanhola lidera em conveniência com a direita europeia”.
O ministro afirmou que “a associação é impossível entre as velhas potências coloniais e suas colônias que ainda são saqueadas hoje”.
“A associação é impossível entre esses credores que se fizeram ricos saqueando nossos recursos conosco que somos devedores, com muita honra, apesar de já termos pago a dívida tantas vezes”, insistiu.
“Não vai haver uma associação entre as duas regiões conosco, os índios, os mestiços, emigrantes que vêm aqui para serem discriminados, maltratados, sofrer direções de retorno que envergonham a consciência da humanidade”, continuou.
No entanto Rodríguez disse que quer “estender uma mão à Europa culta e solidária que sofre hoje os ajustes econômicos, os pactos, a redução de pensões, o desemprego, a greve. Porque o povo trabalhador sente o peso da crise econômica global gerada precisamente nos países industrializados enquanto gastam-se bilhões em salvar os banqueiros e empresários, especuladores e corruptos”.
O chanceler reiterou que viajou para Madri para “desafiar a campanha contra Cuba com a verdade e a informação”. “Dizer aos senhores que o povo cubano jamais renunciará nem a sua vocação humanista, nem a sua dignidade, nem a sua posição de princípios”, acrescentou.