O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alfredo Moreno, afirmou hoje em Nova York que o mundo multipolar não está refletido na ONU, somando-se ao pedido de muitos países latino-americanos para a democratização das Nações Unidas.
As agências internacionais “ficaram atrasadas há décadas. Hoje não há bipolaridade, nem unipolaridade, mas multipolaridade”, ressaltou em entrevista à Agência Efe.
Nessa linha, estimou também que a crise econômica global demonstrou que alguns organismos internacionais não souberam reagir a tempo.
O chanceler chileno advogou por uma ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e respaldou a candidatura do Brasil, que “avança para ser uma potência mundial”, assim como a entrada de outros países.
O Conselho de Segurança tem como membros permanentes com direito a veto Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China.
“O importante é ver uma nova arquitetura” mundial, porque o veto não pode continuar, nem deixar as soluções finais nas mãos de um só país, assinalou Moreno.
A candidatura da Colômbia para fazer parte dos membros não-permanentes do Conselho de Segurança para o período 2011-2012, anunciada na sexta-feira passada na ONU por seu presidente, Juan Manuel Santos, recebeu o respaldo do chanceler chileno.
O Chile também é candidato para o período seguinte de renovação dos membros não-permanentes do Conselho de Segurança.