Menu
Mundo

Cerca de 2 mil cartuchos de dinamite são confiscados de idosa na Bolívia

Arquivo Geral

23/06/2010 20h01

A Polícia da Bolívia confiscou 2,3 mil cartuchos de dinamite de uma idosa quíchua na cidade de Sucre; supostamente o material pertencem a uma rede de traficantes de explosivos.

O ministro de Governo, Sacha Llorenti, disse em entrevista coletiva em Sucre que, além da dinamite, foram confiscados 124 pacotes de “anfo” na casa da idosa – a substância permite multiplicar o alcance das explosões.

Um policial disse, além disso, que na casa da idosa, situada próxima ao aeroporto da cidade, também haviam nove caixas de pavio lento, três rolos de cabos para explosivos, três caixas de cápsulas com detonadores e outros materiais para explosões.

A idosa, que só fala quíchua, era quem cuidava da casa que não tinha condições de ser um depósito de explosivos. A polícia ainda investiga quem são os proprietários do imóvel.

O ministro Llorenti acrescentou que em Sucre, capital constitucional da Bolívia, não há atividade mineradora como na vizinha Potosí, por isso a existência dos explosivos não se justifica.

Explicou que foram feitas várias operações para confiscar explosivos e que várias redes de tráfico de dinamite foram desmanteladas.

Llorenti sustentou que a Polícia investiga quais são os fins da dinamite, mas insinuou que esta descoberta pode estar relacionada com os movimentos opositores de Sucre que fazem protestos contra o Governo.

O confronto político voltou a ficar em voga em Sucre depois que na semana passada o prefeito opositor Jaime Barrón, eleito nas urnas em abril, foi suspenso de seu cargo pelos vereadores do partido do presidente Evo Morales.

Um conselho de cidadãos de Sucre exigiu na terça-feira que Barrón seja mantido no cargo e não reconheceu à prefeita interina Verónica Berríos, do Governo, que foi nomeada para substituí-lo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado