As autoridades francesas evacuaram nesta quinta-feira (2) cerca de 1.500 pessoas de uma área próxima a Perpignan, perto da fronteira com a Espanha, enquanto a França enfrenta novos incêndios no sul do país poucos dias após uma intensa onda de calor.
Esses incêndios, de origem humana em 9 de cada 10 casos, encontram condições favoráveis devido ao clima extremo que a França vive atualmente: temperaturas muito elevadas, ventos fortes e uma vegetação completamente ressecada.
Cerca de 1.500 pessoas foram evacuadas de vários campings depois que um incêndio começou em Sainte-Marie-la-Mer e se propagou até Canet-en-Roussillon, atingindo também sua área náutica, informou a prefeitura local.
Um bombeiro sofreu ferimentos leves, informou à AFP Edmond Jorda, prefeito de Sainte-Marie-la-Mer.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, contabilizou 7 mil focos de incêndio desde o início da temporada e 8.700 hectares já queimados, uma intensidade e uma precocidade que exigirão “muita resistência” dos bombeiros.
O maior incêndio registrado nesta temporada começou no fim da tarde de quarta-feira, a noroeste da cidade de Narbona, e continuou avançando, alimentado pelo vento, depois de já ter consumido cerca de 900 hectares.
O governo francês está sob pressão, acusado de não ter adotado medidas suficientes para enfrentar as mudanças climáticas e as ondas de calor. Na segunda-feira, enfrentará uma moção de censura apresentada por deputados ambientalistas, que, no entanto, tem poucas chances de ser aprovada.
As temperaturas devem voltar a subir durante o fim de semana, mas “nenhum departamento” deverá permanecer em alerta vermelho por calor extremo, afirmou Lecornu, dando a entender que a intensidade será menor do que a da onda de calor que sufocou a França no fim de junho.
AFP