As declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre os atrasos na entrega da ajuda militar dos EUA a Israel são “profundamente decepcionantes e certamente ofensivas”, disse uma porta-voz da Casa Branca nesta quinta-feira (20).
“Estes comentários foram profundamente decepcionantes e certamente ofensivos, devido ao apoio que fornecemos e continuaremos a fornecer”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, aos jornalistas.
“Nenhum outro país faz mais para ajudar Israel a defender-se da ameaça do Hamas e de outras ameaças regionais”, acrescentou.
Em vídeo publicado há dois dias na rede social X, Netanyahu disse que era “inconcebível que nos últimos meses (o governo americano) pudesse reter armas e munições para Israel”.
“Realmente não sabemos do que ele está falando”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, na terça-feira.
Segundo o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, Washington “continua revisando” uma entrega específica de bombas a Israel, que foi suspensa por recebimento do que poderia ser utilizado em Rafah, mas o restante do Fornecido é realizado “normalmente”.
Kirby afirmou que o assessor de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, se reunirá nesta quinta-feira com o seu homólogo israelense, Tzachi Hanegbi, e com Ron Dermer, ministro israelense dos Assuntos Estratégicos.
Os dois enviados israelenses também deverão se reunir com Blinken ainda nesta quinta-feira, segunda uma autoridade americana.
A ocorrência muito seca da Casa Branca não é o primeiro episódio de tensão com o chefe do governo israelense desde o início da guerra, em 7 de outubro, já que a relação entre Netanyahu e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, é complicada.
© Agência France-Presse