A primeira-dama francesa, Carla Bruni, pedirá amanhã às autoridades iranianas que absolvam Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, mediante uma carta que será publicada pelo jornal “Libération”, a revista “Elle”, entre outros veículos.
Por enquanto, já é possível ler pela internet alguns fragmentos da carta, em sites como os do jornal “lefigaro.fr” ou da TV “tf1.fr”.
Impossível ficar calada “após conhecer a sentença pronunciada contra a senhora”, explica a cantora, ex-modelo e atriz.
“Transbordar seu sangue, privar seus filhos de uma mãe, mas por quê? Porque a senhora viveu, porque amou, porque é uma mulher, uma iraniana? Tudo em mim se nega a aceitar”, afirma a primeira-dama.
“Do fundo de sua cela, saiba que meu marido defenderá sua causa sem descanso e que a França não lhe abandonará”, acrescenta a esposa de Nicolas Sarkozy, que já anunciou seu apoio a Sakineh, da mesma forma que cerca de dois mil políticos e personalidades francesas.
A carta de Carla Bruni será publicada junto a outros pedidos de indulto escritos pela candidata socialista à Presidência, Ségolène Royal, e o ex-presidente Valéry Giscart d’Estaing.
Suas mensagens também poderão ser lidas no site americano Huffington Post e na revista pela web do filósofo Bernard-Henri Lévy, outro defensor da iraniana condenada à morte por adultério, acusada posteriormente do assassinato de seu marido.
Na sexta-feira passada, o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, assegurou que a França “não poupará esforços para salvar” Sakineh Mohammadi Ashitiani.