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Mundo

Candidata da Costa Rica em vantagem no processo de seleção do próximo chefe da ONU

Costarriquenha recebeu o maior número de avaliações favoráveis em consulta preliminar do Conselho de Segurança

Redação Jornal de Brasília

30/07/2026 17h47

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Foto: Fabrice Coffrini / AFP

O Conselho de Segurança da ONU iniciou nesta quinta-feira (30) o processo de seleção do futuro secretário-geral da organização, com uma primeira votação indicativa que colocou a costarriquenha Rebeca Grynspan na liderança entre os sete candidatos que disputam o cargo.

Os 15 Estados-membros do Conselho reuniram-se a portas fechadas pela manhã para atribuir, de forma anônima, a cada candidato uma das seguintes avaliações: “recomendar”, “desaconselhar” ou “sem opinião”.

Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), de 70 anos, recebeu o maior número de avaliações favoráveis, segundo fontes diplomáticas.

Grynspan ficou à frente da ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, a mais jovem entre os candidatos, com 52 anos, e do diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, de 65 anos.

Também disputam o cargo a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, a equatoriana María Fernanda Espinosa, o ugandense Olara Otunnu e o senegalês Macky Sall.

Outros candidatos poderão entrar na disputa posteriormente para suceder António Guterres, cujo segundo mandato de cinco anos termina em 31 de dezembro de 2026.

Essa “votação indicativa”, que serve principalmente para “identificar candidatos que não são viáveis”, marca o início de um processo de seleção que ainda pode durar vários meses, segundo Richard Gowan, do International Crisis Group.

Alguns criticam essa votação preliminar por sua falta de transparência. O procedimento foi introduzido no início da década de 1980, em uma tentativa de romper um impasse entre dois candidatos cujas candidaturas haviam sido bloqueadas por vetos.

Poucos se arriscam a prever o resultado, já que, na prática, o destino dos candidatos está nas mãos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido —, que ainda não manifestaram suas preferências.

Seguindo uma tradição de alternância geográfica, que nem sempre é respeitada, a América Latina reivindica o cargo desta vez, o que explica por que a maioria dos candidatos é da região.

Muitos Estados também defendem que, pela primeira vez, uma mulher assuma a chefia da ONU.

AFP

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