Em breve comparecimento na Casa Branca ao voltar da residência presidencial em Camp David, Maryland, onde passou o Dia de Ação de Graças, Bush qualificou o ataque múltiplo em Mumbai como um “assalto à dignidade humana”, e assegurou que os terroristas “não terão a última palavra”.
O líder americano, que deu a entrevista ao lado da primeira-dama, Laura Bush, afirmou que a Índia, “a maior democracia do mundo, pode contar com o apoio das pessoas da democracia mais velha do mundo”.
“Prometemos o pleno apoio dos EUA enquanto a Índia investiga estes ataques, leva os responsáveis perante a Justiça e preserva seu estilo de vida na democracia”, afirmou Bush.
O presidente ressaltou que “os assassinos que atacaram esta semana (a Índia) são brutais e violentos”, mas acrescentou que “o terror não terá a última palavra”.
“Os líderes da Índia devem saber que nações do mundo todo os apóiam neste ataque à dignidade humana”, disse.
Nas declarações, ele aproveitou para incentivar os indianos, ao afirmar que eles se recuperarão desta terrível experiência.
“As pessoas da Índia têm capacidade de resistência e são fortes. Criaram uma democracia vibrante, multiétnica, que pode resistir a esta prova. A capital financeira de Mumbai continuará sendo o centro do comércio e da prosperidade”, ressaltou.
Bush aproveitou a ocasião para transmitir aos afetados pelos atentados suas condolências e disse que ele, a esposa e todos os americanos lamentam “a perda de vidas” e “rezam para que os feridos se recuperem”.
O presidente explicou ainda que seu Governo está trabalhando para garantir que os americanos tenham segurança na Índia.
Nos últimos dias, o chefe do Estado americano observou de perto a situação na Índia, e, na quinta-feira, ligou ao primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, a quem ofereceu ajuda para restaurar a ordem, fornecer segurança à população e ajudar nas investigações.
Nesta manhã, falou por videoconferência com membros do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, entre eles a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e com o embaixador americano na Índia, David Mulford, assim como com o cônsul geral em Mumbai, Paul Folmsbee, para abordar a situação nesse país.