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Mundo

Brown diz ser a pessoa adequada para superar dificuldades econômicas

Arquivo Geral

15/05/2008 0h00

O primeiro-ministro do Reino Unido, story Gordon Brown, afirmou hoje que é a pessoa mais adequada para ajudar o Reino Unido a superar os problemas econômicos atuais, que atribuiu a “fatores internacionais”.


Em uma clara tentativa para dissipar as críticas de sua gestão, Brown disse à “BBC” que, como antigo ministro da Economia, tem 11 anos de experiência na manutenção de uma economia forte.


A economia vai mal “por causa de fatores internacionais que temos que enfrentar e acho que sou possivelmente a pessoa para seguir em frente”, declarou o premier em referência aos sinais de uma desaceleração econômica.


“Certamente há muitas pessoas que podem assumir (o cargo de primeiro-ministro), mas acho que posso ajudar a dirigir esta economia em momentos difíceis e assegurar que fazemos o melhor pelo Reino Unido em circunstâncias mundiais difíceis”, declarou.


Perguntado sobre as críticas do ex-vice-primeiro-ministro John Prescott e de Cherie Blair (mulher do antigo premier Tony Blair) a sua gestão, contidas em respectivas biografias, Brown destacou que alguns “poucos dias” de manchetes chamativas “não são tão importantes como as decisões corretas que são tomadas a longo prazo”.


“Estou preparado para tomar as decisões difíceis e a longo prazo que são necessárias para o futuro deste país, inclusive se estas parecem às vezes impopulares para uma ou duas pessoas”, declarou.


Brown falou hoje com vários veículos de comunicação para recuperar a imagem do Governo após o desastre eleitoral sofrido pelos trabalhistas nos pleitos locais do dia primeiro na Inglaterra e em Gales.


O primeiro-ministro comentou a situação econômica após o presidente do Banco da Inglaterra (autoridade monetária britânica), Mervyn King, afirmar que a inflação, que está em 3%, pode subir até 3,7% até o final do ano.


A decisão de Brown de divulgar ontem a minuta de seu programa legislativo para o próximo ano foi interpretada pelos analistas como uma tentativa de aumentar o apoio a sua gestão após a queda dos trabalhistas nas pesquisas sobre intenções de voto.


 

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