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Brian Keenan, dirigente do IRA, morre aos 66 anos

Arquivo Geral

21/05/2008 0h00

O ex-comandante do Exército Republicano Irlandês (IRA) Brian Keenan, cure uma das figuras mais importantes no processo de paz norte-irlandês, pills faleceu aos 66 anos, information pills em conseqüência de um câncer, informou hoje o partido político Sinn Féin.


Nascido na localidade de Swatragh, no condado norte-irlandês de Londonderry, Keenan cresceu no oeste de Belfast, de maioria católica, e se uniu ao IRA em 1968, no começo dos enfrentamentos entre nacionalistas e unionistas.


Durante grande parte do conflito na província, o histórico dirigente republicano foi considerado pelas forças de segurança como a “maior ameaça para o Estado britânico”. Posteriormente, no entanto, foi atribuído a ele um papel de destaque na caminhada da organização terrorista rumo à via política.


Como responsável dos arsenais do IRA em Belfast no início dos anos 70, Keenan foi responsável por planejar a campanha de atentados efetuados na Inglaterra, pela qual foi condenado a 18 anos de prisão, em 1980.


O comandante do IRA também foi um dos sete membros que compõem o Conselho Armado, o principal órgão de decisão do grupo, o qual abandonou em 2005 por motivos de saúde, após participar ativamente das negociações para o desarmamento do IRA com o general canadense John de Chastelain, presidente da Comissão Internacional Independente de Desarmamento.


Durante anos, Keenan foi tachado de “radical” por alguns observadores, mas seu apoio à estratégia política do presidente do Sinn Féin, Gerry Adams, e de seu “número dois”, Martin McGuinness, foi decisivo na hora de obter o apoio da maioria dos voluntários do IRA ao processo de paz.


Adams destacou hoje a “tremenda energia, generosidade, humor e liderança” de Keenan durante mais de 40 anos de serviço na “luta republicana”.”Seu sólido apoio à estratégia de paz do Sinn Féin foi crucial para obter o respaldo da liderança do IRA às históricas decisões que se tomaram durante os momentos mais difíceis do processo de paz”, elogiou.


 

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