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Brasil oferece ajuda à Venezuela no ‘curto e médio prazo’ após terremotos

Durante visita ao país, o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o governo brasileiro pretende manter ajuda humanitária e cooperação na resposta à tragédia que deixou milhares de mortos

Redação Jornal de Brasília

30/06/2026 14h13

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Foto: Juan Barreto/AFP

O Brasil está disposto a ajudar a Venezuela “no curto e médio prazo” após o devastador terremoto duplo da semana passada, disse nesta terça-feira (30) o ministro da Defesa, José Mucio, durante uma visita ao país afetado.

Mucio chegou ao aeroporto de Maiquetía, em La Guaira, epicentro da tragédia, onde se reuniu com seu homólogo venezuelano, Gustavo González López, antes de um encontro previsto em Caracas com a presidente interina Delcy Rodríguez.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mobilizou aviões da Força Aérea para enviar ajuda humanitária, incluindo equipes de resgate e insumos médicos. Cerca de 100 militares brasileiros estão na zona de desastre.

“Viemos para saber onde nós podemos ajudar (…) A simpatia que o meu presidente [Lula] tem pela Venezuela é absoluta”, disse Mucio ao lado de González López.

O ministro afirmou que, embora seu foco no momento sejam as ações de emergência, espera manter contato estreito com o lado venezuelano para articular assistência “no curto prazo e no médio prazo”.

“Brasil e Venezuela são um país só a partir de agora”, declarou.

Em seguida, Mucio e González López inspecionaram um hospital de campanha da Marinha em La Guaira.

Em nota, o Ministério da Defesa informou que sua operação na Venezuela “permanecerá por tempo indeterminado”.

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram em 24 de junho áreas de Caracas e La Guaira.

Ao menos 1.700 pessoas morreram, e dezenas de milhares seguem desaparecidas.

Seis dias depois, as operações de resgate e ajuda continuavam, enquanto agências da ONU alertavam para a escassez de alimentos e o risco de doenças.

AFP

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