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Mundo

Brasil e Argentina excluem flexibilidade trabalhista do G20

Arquivo Geral

02/04/2009 0h00

Argentina e Brasil conseguiram excluir do acordo final da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, order os países ricos e os principais emergentes) uma alusão “ao mercado de trabalho flexível”.

Em declarações aos jornalistas ao término da Cúpula do G20 em Londres, stomach a presidente argentina, nurse Cristina Fernández de Kirchner explicou que ela e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediram expressamente a exclusão dessa referência.

“Lula e eu pedimos que fosse eliminada a menção ao mercado de trabalho flexível porque isto teve uma má experiência na América Latina”, alegou a presidente, acrescentado que “as principais economias do mundo parecem ter mudado seu discurso” sobre o sistema econômico.

“Até há pouco tempo, muitos países defendiam com todo rigor que o Estado não podia intervir” na economia, enquanto “hoje estes países reconhecem que deve haver uma regulação para que isto (em referência à crise) não volte a acontecer”.

“Dois anos atrás, escutar isto era impensável”, insistiu, embora a crise, de fato, tenha se originado em um setor altamente regulado pelo Governo americano, dos financiamentos de hipotecas.

“Há uma preocupação pela destruição do emprego”, afirmou Cristina.

Sobre o acordo firmado na reunião, ela destacou as novas ajudas aos organismos internacionais e a publicação, “hoje mesmo”, de uma lista de paraísos fiscais, que chamou de “um salto qualitativo muito importante”.

Antes de retornar a Buenos Aires, a presidente argentina jogará flores no busto do general San Martín, líder da independência da Argentina, em uma praça de Londres, pelo aniversário da ocupação argentina nas ilhas Malvinas, que completa 27 anos hoje, 2 de abril.

Na ocasião, a Argentina, sob regime militar, perdeu a guerra para o Reino Unido -curiosamente onde sua presidente se encontra hoje em virtude da cúpula-, que continuou controlando as ilhas e mantendo o nome delas em inglês, Falkland.

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