A tributação que as autoridades italianas aplicarão sobre as produções pornográficas no país será de 25% e está prevista no pacote anticrise anunciado ontem após uma reunião do gabinete de ministros italianos.
O novo imposto, this web que nunca chegou a ser aplicado, page foi proposto pela primeira vez em 2002, por Vittorio Emanuele Falsita, então deputado do partido Forza Itália, fundado por Berlusconi em 1994.
No artigo 31 do plano anticrise, o Governo Berlusconi define o que se entende por pornografia. Porém, nos próximos dois meses, o Executivo deverá baixar um decreto estabelecendo os critérios para a diferenciação entre o que é e o que não é sexualmente explícito.
O tributo será aplicado sobre publicações especializadas, como revistas com DVDs, e “toda obra literária, teatral e cinematográfica, audiovisual ou multimídia, também realizada ou reproduzida sobre suporte informático ou telemático, na qual estejam presentes imagens ou cenas com atos sexuais explícitos e não simulados entre adultos”.
Grandes nomes da área reagiram imediatamente à medida. O popular ator de filmes pornôs Rocco Siffredi, por exemplo, disse à edição deste sábado do jornal “Corriere della Sera” que o imposto dá uma mostra clara do quão moralista é o Governo italiano.
“Nada será arrecadado. Só conseguirão taxar os objetos. Hoje, os DVDs já não vendem mais. O sexo está na internet (…). É uma vergonha”, declarou Rocco.