Menu
Mundo

Bento XV diz aos jovens que experiências extremas não servem para divertir

Arquivo Geral

10/08/2008 0h00


O papa Bento XVI disse hoje aos jovens que, check para se divertir, não é preciso buscar experiências extremas, que freqüentemente terminam em tragédia, durante a reza do Ângelus em Bressanone, localidade alpina italiana onde o pontífice está passando férias.

O pontífice disse que, em sua última viagem à Austrália, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, encontrou muitos jovens que representavam “uma alegria verdadeira, e que, embora às vezes fossem agitados, foram sempre pacíficos e não causaram desordens”.

Na ocasião, afirmou aos jovens que, para “ser alegres, não se deve recorrer a violentos e maus gestos, ao consumo de álcool ou substâncias entorpecentes”.

O papa acrescentou que muitos jovens, em busca de “falsas evasões, consomem experiências degradantes, que freqüentemente terminam em tragédia”.

Segundo o pontífice, estes fenômenos são um produto típico da chamada “sociedade do bem-estar”, que leva “a preencher o vazio interior e o aborrecimento que o acompanha com experiências novas, mais emocionantes e mais extremas”.

Bento XVI acrescentou que as férias costumam ser o momento para “seguir estas miragens de prazer”, mas que, no final, acaba “mais cansado e mais triste do que antes”.

O papa pediu que, “em uma sociedade onde se vai cada vez mais depressa”, as férias são “verdadeiros dias de relax, durante os quais é possível encontrar momentos de recolhimento e oração, indispensáveis para encontrar a si mesmo e aos outros”.

O pontífice também fez referência a suas férias em Bressanone, que começou em 28 de junho e terminarão amanhã, quando voltará a sua residência em Castelgandolfo (cerca de 30 quilômetros de Roma).

Afirmou que, nestes dias, se sentiu em casa, tanto pela “familiaridade dos lugares” – pois já tinha passado férias nesta localidade várias vezes quando era cardeal – quanto pela “hospitalidade das pessoas”.

“Pude descansar da melhor maneira que um sacerdote pode fazer: me dedicando à oração, à leitura e à meditação, sem as preocupações das cotidianas urgências pastorais”, disse.

Embora tenha explicado que não esqueceu suas tarefas pastorais, disse que as “filtrou”, através de um “saudável afastamento”.


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado