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Mundo

Beatificação de João Paulo II terá forte segurança

Arquivo Geral

26/04/2011 10h30

A operação para garantir a segurança da cerimônia de beatificação de João Paulo II que será realizada no próximo domingo e para a qual é esperada a presença de ao menos 50 chefes de Estado e 400 mil já está em andamento.

 

Será o próprio papa Bento XVI quem presidirá a cerimônia solene, que terá a presença também de um grande número de eclesiásticos, todos acomodados em uma área próxima ao altar, oposta às autoridades civis.

 

Por esses motivos, o controle de segurança será feito pelo ar na Praça de São Pedro, que receberá 40 mil cadeiras. Além desses locais, haverá outros 40 mil postos para acompanhar a beatificação de pé, informam os meios de comunicação italianos.

 

Os demais fiéis assistirão à cerimônia de beatificação a partir da Via da Conciliação, que é a avenida que desemboca na Praça de São Pedro.

 

O plano de segurança desenhado pelo comissário de Roma, Francesco Tagliente, quem dividiu a Praça de São Pedro e a Via da Conciliação em três áreas e ainda as subdividiu em nove microrregiões, cada uma delas vigiada.

 

Durante a cerimônia de beatificação e os dias precedentes até o rio Tibre será patrulhado pela Polícia fluvial.

 

O jornal “Repubblica” garante que os serviços de inteligência italianos trabalham fora e dentro da Itália para recolher informação de estrangeiros suspeitos que tenham intenção de chegar a Roma nos próximos dias.

 

Na Itália, os serviços de inteligência, investigam movimentos anarquistas e anticlericais que poderiam aproveitar-se do evento “para iniciativas inesperadas”.

 

Na véspera da beatificação será realizada uma vigília no Circo Máximo de Roma pelo cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini.

 

Na vigília está prevista a presença de 100 mil pessoas e haverá conexões diretas com centros marianos de diferentes pontos do país em um ato que será encerrado por videoconferência a partir do Palácio Apostólico pelo papa Bento XVI, quem recitará a oração final e abençoará aos fiéis.

 

“Estamos todos mobilizados para reduzir ao mínimo os incômodos aos cidadãos, colocamos vários serviços de amparada e a proibição da circulação de carros nas zonas afetadas”, informou nesta terça-feira o prefeito de Roma, Giannni Alemanno.

 

“Quem não estiver interessado na beatificação é melhor que nesse dia procure algum lugar fora de Roma”, sugere Alemanno.

 

A Prefeitura estimou que além dos 400 mil peregrinos, haverá 450 mil turistas, mais 20 mil romanos que pretendem prestar homenagem ao papa João Paulo II (1920-2005).

 

A maioria dos peregrinos vem da Polônia, país de origem de Karol Wojtyla, que chegarão de trem da mesma forma que os procedentes da República Tcheca e da França, enquanto os de outras nacionalidades o farão pelo mar e avião, segundo fontes da Prefeitura de Roma.

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