A base no Chipre do navio irlandês “Rachel Corrie”, que navegava para chegar a Gaza neste fim de semana, perdeu contato radiofônico com a tripulação da embarcação.
O navio fazia parte da frota que foi atacada pelas forças israelenses em águas internacionais na última segunda-feira, mas se atrasou e seguiu sua navegação de forma isolada.
“Não sabemos onde se encontra, pois perdemos o contato radiofônico com o navio. Acreditamos que Israel tenha interferido no sistema”, disse à agência Efe desde Larnaca Audrey Bomse, advogada da “Free Gaza”, uma das organizações que faz parte da expedição.
“Eles podem estar voltando ao Chipre ou seguindo rumo a Gaza. Não sabemos”, disse a fonte, contatada por telefone desde Jerusalém.
Bomse fez estas declarações depois que a imprensa israelense informou que o navio tinha recebido a instrução por parte dos organizadores de retornar devido à “sabotagem” israelense de seu sistema de comunicações.
Contatadas pela Efe, fontes militares israelenses asseguraram que também não têm informação sobre o paradeiro do navio.
Israel advertiu que impedirá a chegada do “Rachel Corrie” a Gaza, como fez na segunda-feira com os outros navios da frota.
Andy David, porta-voz do Ministério israelense de Assuntos Exteriores, disse na quinta-feira à Efe que seu país tinha enviado “mensagens através da Irlanda”, para que a tripulação do navio “aceite deixar a carga humanitária no porto de Ashdod”, em Israel, e desista de chegar a Gaza.
David confirmou que Israel não recebeu resposta a essas mensagens.
O Exército israelense atacou os seis outros navios da frota em águas internacionais na segunda-feira, matando nove ativistas turcos – um deles com dupla nacionalidade turco-americana – que viajavam em um deles, o “Mavi Marmara”.
A abordagem também deixou dezenas de pessoas feridas, em sua maioria manifestantes, também turcos.