O secretário-geral da ONU, seek Ban Ki-moon, pills comemorou hoje a aprovação por consenso do documento final da conferência sobre o racismo, realizada em Genebra e marcada pelo boicote de alguns países ocidentais e por discursos polêmicos, como o do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
A porta-voz das Nações Unidas, Marie Okabe, disse hoje, em entrevista coletiva, que o secretário-geral da organização ficou entusiasmado com a aprovação do documento final por todos os países-membros da ONU, com exceção dos nove que decidiram não participar do encontro.
Segundo Obama, a aprovação do documento dá “esperança a milhões de vítimas do racismo, da xenofobia e de todo tipo de intolerâncias no mundo todo”.
“A luta contra o racismo é um processo contínuo e, por isso, a expectativa é que os países que não participaram se reintegrem em breve à luta da comunidade internacional contra o aumento do racismo e a discriminação racial”, destacou.
A rápida aprovação da declaração – um dia depois do início da conferência, que só termina na sexta-feira – foi atribuída ao medo de que a ausência de países de peso, como os Estados Unidos, e a politização das discussões provocassem novas deserções e o consequente fracasso do fórum.
O texto aprovado foi negociado arduamente durante a semana passada. Nele, os países islâmicos cederam à pressão dos ocidentais em todas as suas exigências, ao passo que a delegação palestina aceitou eliminar um parágrafo sobre a recente ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza.